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Ventura foi dos candidatos com maior exposição mediática na primeira volta das presidenciais

Análise da ERC incidiu sobre os noticiários de horário nobre da RTP1, RTP2, RTP Notícias, SIC, SIC Notícias, TVI, CNN Portugal, CMTV e News Now. E assim como sobre os blocos informativos das 08h00 e das 09h00 da Antena 1, Renascença, Observador e TSF.

08 de julho de 2026 às 14:43

André Ventura foi um dos candidatos com maior exposição mediática na primeira volta das presidenciais, enquanto na segunda a cobertura televisiva e radiofónica foi tendencialmente equilibrada entre os dois participantes, concluiu esta quarta-feira a ERC.

A análise incidiu sobre os noticiários de horário nobre da RTP1, RTP2, RTP Notícias, SIC, SIC Notícias, TVI, CNN Portugal, CMTV e News Now, bem como sobre os blocos informativos das 08h00 e das 09h00 da Antena 1, Renascença, Observador e TSF, durante os períodos oficiais de campanha para as duas voltas das eleições presidenciais de 2026.

Segundo a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), na primeira volta verificou-se, em ambos os meios, a existência de três grupos de candidatos em função da atenção mediática recebida.

Na televisão, André Ventura, António José Seguro e Luís Marques Mendes lideraram alternadamente a cobertura dos diferentes serviços de programas, enquanto João Cotrim de Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo integraram de forma consistente o grupo dos candidatos mais presentes, com entre 10% e 20% das referências.

Num segundo patamar surgiram Jorge Pinto, António Filipe e Catarina Martins, com uma presença relativamente estável entre 4% e 8%, enquanto André Pestana, Humberto Correia e Manuel João Vieira tiveram uma cobertura residual, frequentemente inferior a 2% e, em alguns casos, inexistente, como aconteceu na SIC Notícias.

Na rádio, o padrão foi semelhante, com António José Seguro, Luís Marques Mendes e João Cotrim de Figueiredo a alternar na liderança da cobertura, com presenças entre 15,9% e 18,8%, seguindo-se André Ventura e Henrique Gouveia e Melo, com entre 12% e 15,6%.

Jorge Pinto, António Filipe e Catarina Martins constituíram um grupo intermédio, com uma presença estável entre os 4,7% e os 9,4%, enquanto André Pestana, Humberto Correia e Manuel João Vieira tiveram uma presença frequentemente inferior a 2%.

Humberto Correia e André Pestana não registaram qualquer presença na Rádio Observador.

Na segunda volta, disputada por António José Seguro e André Ventura, a ERC considerou que a cobertura foi globalmente equilibrada.

Na televisão, apenas a CNN Portugal evidenciou uma diferença mais expressiva, favorável a André Ventura, enquanto na rádio as maiores diferenças surgiram na Rádio Observador, também a favor de André Ventura, e na TSF, onde António José Seguro teve maior presença.

Os relatórios concluem igualmente que o desempenho do Governo foi a temática dominante da cobertura televisiva nos dois momentos eleitorais.

Durante a primeira volta, o assunto foi impulsionado pela crise no INEM, enquanto na segunda a resposta governamental às tempestades no centro do país voltou a colocar o executivo no centro da agenda mediática.

Na rádio, a primeira campanha foi marcada sobretudo pela divulgação e análise de sondagens eleitorais.

Na segunda volta ganharam maior destaque o desempenho do Governo, a avaliação dos candidatos e o acompanhamento das ações de campanha.

Os relatórios analisaram igualmente entrevistas e debates realizados durante a pré-campanha e a campanha.

Na televisão, apenas a RTP Notícias entrevistou os 11 candidatos presidenciais.

A RTP1, CMTV e News Now deixaram de fora Humberto Correia, André Pestana e Manuel João Vieira, enquanto a CNN Portugal não entrevistou Humberto Correia.

A SIC Notícias não entrevistou cinco candidatos, Humberto Correia, André Ventura, António José Seguro, Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes.

Na TVI apenas foram entrevistados António Filipe e Catarina Martins.

No conjunto das entrevistas televisivas, André Ventura foi o candidato com maior tempo de emissão, com cinco horas e 25 minutos, seguindo-se Henrique Gouveia e Melo, com três horas e 57 minutos.

Na segunda volta, a ERC verificou que as entrevistas de André Ventura tiveram mais do dobro da duração das de António José Seguro na News Now e na CNN Portugal, mantendo-se também uma diferença favorável ao primeiro na CMTV, enquanto nos restantes operadores os tempos foram considerados equilibrados.

Na rádio, todas as estações entrevistaram candidatos presidenciais, embora nenhuma tenha ouvido os 11 concorrentes.

A Renascença foi a que realizou menos entrevistas, limitando-se a quatro candidatos, enquanto Antena 1, Observador e TSF não entrevistaram André Pestana, Humberto Correia e Manuel João Vieira.

Relativamente aos debates, RTP, SIC e TVI organizaram 28 debates frente a frente entre oito candidatos na primeira volta, excluindo André Pestana, Humberto Correia e Manuel João Vieira.

Em simultâneo, a RTP promoveu o único debate televisivo que reuniu os 11 candidatos, transmitido na RTP1 e RTP Notícias.

Na rádio, Antena 1, Renascença, Observador e TSF organizaram conjuntamente o "Debate da Rádio", também com oito candidatos, tendo a Antena 1 promovido posteriormente um debate específico entre André Pestana, Humberto Correia e Manuel João Vieira.

Na segunda volta, RTP, SIC e TVI voltaram a organizar conjuntamente o único debate televisivo entre António José Seguro e André Ventura, transmitido pelos respetivos canais generalistas e informativos, enquanto as quatro rádios emitiram em simultâneo o áudio desse debate.

António José Seguro foi eleito Presidente da República com uma percentagem próxima dos 67%, enquanto o líder do Chega ficou perto dos 33%.

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