Marcelo dá conforto aos sobreviventes da tragédia da Madeira
Vítimas em lágrimas assistem a cerimónia religiosa em que também esteve o Presidente.
Mais do que a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, que esta sexta-feira esteve na Madeira para homenagear as 29 vítimas mortais do acidente do autocarro no Caniço, a ausência do presidente do Governo Regional foi assinalada por centenas de madeirenses.
Criticavam Miguel Albuquerque por não ter interrompido as férias no Dubai para prestar solidariedade com o povo alemão e também com os madeirenses.
"Na ilha estamos habituados a conviver com turistas. Sentimos esta tragédia como nossa, todos temos amigos alemães, franceses ou ingleses", dizia mesmo um elemento da PSP que não conseguia também calar a revolta pela ausência da figura máxima do governo regional.
Indiferente à polémica parecia estar Marcelo Rebelo de Sousa, que não respondeu à questão quando lhe foi colocada. Preferiu realçar a rapidez do socorro na noite de quarta-feira, quando o autocarro resvalou para uma encosta - e também a assistência no hospital local.
"Estamos a trabalhar em colaboração com o embaixador alemão, para que a transladação dos corpos se faça de forma rápida. Dei uma palavra de conforto aos sobreviventes e expressei a solidariedade portuguesa", realçou.
A visita de Marcelo Rebelo de Sousa à Região Autónoma da Madeira foi ainda marcada pela deposição de uma coroa de flores no local da tragédia. O Presidente da República acompanhou depois as cerimónias religiosas na igreja Luterana, onde muitos dos sobreviventes entraram em lágrimas.
As marcas da tragédia eram ainda muito visíveis.
PORMENORES
Procissão
Depois de assistir às cerimónias religiosas com a comunidade alemã, Marcelo seguiu para a Sé Catedral do Funchal, acompanhado do bispo, onde participou também na procissão pelas ruas da cidade.
Médicos apoiam
Várias equipas médicas estiveram no hotel onde se encontravam os sobreviventes para prestarem apoio e procederem também ao repatriamento dos turistas que estavam na unidade hoteleira.
Autópsias acabam
As autópsias já se realizaram e estão a ser ultimados os procedimentos para a transladação de todos os corpos das vítimas. Falta ainda proceder à identificação cabal de todos os mortos.
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