Associação de tuk-tuks denuncia violência na detenção de condutor agressor em Sintra

Em causa estão os confrontos ocorridos este domingo quando um dos profissionais foi detido por agressões a agentes da PSP.

09 de novembro de 2022 às 15:02
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A Associação Nacional de Condutores de Animação Turística e Animadores Turísticos (ANCAT), que representa os condutores de tuk-tuks, denunciou o que considera "confrontos desnecessários com agentes de autoridade", ocorridos no último domingo quando um destes profissionais foi detido por agressões a dois agentes da Polícia Municipal de Sintra.

Tal como o CM noticiou em primeira mão, a detenção ocorreu a meio da tarde de domingo, depois de o condutor de tuk-tuk ter sido apanhado em infração rodoviária no centro de Sintra.

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A GNR consumou a prisão do condutor, pelo crime de desobediência. O expediente policial refere que o mesmo agrediu os dois agentes da Polícia Municipal de Sintra que o abordaram para fiscalização. Notificado para comparecer em tribunal no dia seguinte, o homem não se apresentou.

O CM teve agora acesso a um vídeo da operação policial, que está a pôr em confronto a ANCAT e o Sindicato Nacional das Polícias Municipais. As imagens mostram, por alguns segundos, o condutor do tuk-tuk a ser retirado à força pelos agentes da Polícia Municipal do habitáculo do veículo.

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Fonte da direção da associação disse ao CM que "os associados da mesma lutam por uma regulamentação desta atividade", com o objetivo de evitar o que considera ser "confrontos desnecessários com agentes da autoridade", como foram os ocorridos no domingo à tarde. "Os agentes da autoridade devem estar ao serviço da sociedade, e não contra a mesma", acrescenta.

Posição oposta tem o Sindicato das Polícias Municipais. Pedro Oliveira, presidente desta estrutura, disse ao CM "concordar com tudo o que o vídeo mostra". "Trata-se de um condutor que, em pouco tempo, cometeu duas infrações rodoviárias. Além disso recusou identificação, e foi logo aí detido", explicou. Pedro Oliveira refere mesmo que as agressões ocorreram "quando os agentes tentaram impedir que o condutor arrancasse com a viatura, e no decorrer da ação policial foram agredidos a murro, e um deles foi mesmo mordido num braço".

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