Câmara da Lourinhã apoia famílias das vítimas do naufrágio com dois psicólogos

Já foram encontrados corpos de três dos quatro pescadores desaparecidos.

29 de novembro de 2017 às 20:03
Barco 'Veneza' naufragou na Figueira da Foz com quatro pescadores a bordo Foto: Direitos Reservados
F-16 da Força aérea Portuguesa Foto: Carlos Barroso/Correio da Manhã

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As famílias das vítimas do naufrágio ocorrido esta quarta-feira, de madrugada, ao largo da Figueira da Foz, vão ser apoiadas por dois psicólogos disponibilizados pela Câmara Municipal da Lourinhã, revelou o vereador José Tomé, à Agência Lusa.

"A Câmara da Lourinhã disponibilizou dois psicólogos para apoiar as famílias das vítimas em caso de necessidade", disse o responsável pela ação social do município do distrito de Lisboa.

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A embarcação, com quatro pescadores a bordo, três deles de Ribamar (Lourinhã, distrito de Lisboa) e um outro de Maceira (Torres Vedras, distrito de Lisboa), naufragou a 11 milhas (24 quilómetros) da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, e provocou três mortos, mantendo-se um pescador desaparecido.

O porta-voz da Marinha, Pedro Coelho Dias referiu, de manhã, à Lusa, que os meios de salvamento foram ativados mal foi recebido o alerta no Centro de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa, entre os quais o helicóptero EH-101 da Força Aérea.

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O veículo aéreo encontrou destroços e os corpos de dois dos quatro pescadores, pelas 08h30, e, durante a tarde, foi encontrado o corpo de um outro pescador.

O outro pescador continua desaparecido, e, de acordo com a fonte da Marinha, as buscas continuam no local, com dois salva-vidas (Aveiro e Figueira da Foz), uma corveta da Marinha e ainda um helicóptero da Força Aérea. Estão mobilizados cerca de 70 operacionais.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, expressou esta quarta-feira condolências às famílias dos três pescadores que morreram, associando-se "à dor dos que perderam um ente querido, um colega de faina ou um amigo".

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O Chefe de Estado defendeu que é necessário, num "país de grande vocação marítima, investir na segurança dos pescadores, demasiadas vezes sujeitos a acontecimentos trágicos desta natureza".

"Lamentavelmente, a dureza do mar ceifou, uma vez mais e de forma precoce, a vida destes nossos compatriotas que tanto respeito e admiração nos merecem", refere a mensagem.

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