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Pescadores criticam atraso do helicóptero nas buscas da Figueira da Foz

Marinha diz que o alerta seguiu os trâmites normais e que meios aquáticos são mais rápidos.

29 de novembro de 2017 às 14:55

O presidente da Cooperativa de Armadores da Pesca Artesanal (CAPA) de Peniche criticou esta quarta-feira o atraso em acionar o helicóptero para as buscas dos náufragos ao largo da Figueira da Foz pela Marinha.

"Não se compreende porque é que o helicóptero não saiu logo [que foram acionados os primeiros meios] porque, se o meio aéreo tivesse sido acionado, os pescadores teriam sido salvos com vida", afirmou à agência Lusa Jerónimo Rato.

Contactado pela Lusa, o porta-voz da Autoridade Marítima Nacional, Pedro Coelho Dias disse que "não corresponde à verdade", ao esclarecer que "os meios aéreos operam a partir do Montijo", motivo pelo qual o tempo de viagem até ao local das buscas "é superior" ao dos meios marítimos.

"Os meios marítimos são mais rápidos e estão mais perto do local", explicou.

Depois de o alerta recebido pelo Centro de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa às 04h00, os primeiros meios, os salva-vidas de Aveiro e da Figueira da Foz, foram acionados entre as 04h00 e as 04h30 e chegaram ao local das buscas pelas 05h20, enquanto o helicóptero da Força Aérea terá chegado pelas 07h30, de acordo com a Marinha.

Além do meio aéreo e dos dois salva-vidas, as buscas estão a ser efetuadas com auxílio de uma corveta da Marinha.

A embarcação do arrasto "Veneza", de nove metros de comprimento, naufragou a 11 milhas da costa da Figueira da Foz, distrito de Coimbra, com quatro pescadores a bordo.

A Autoridade Marítima confirmou que três deles foram encontrados mortos e um continua desaparecido.

Segundo a mesma fonte, a embarcação está registada no Porto da Figueira da Foz, mas opera a partir de Peniche, distrito de Leiria.

O comandante da Capitania de Peniche, Marco Augusto, disse à agência Lusa que a tripulação do barco, três deles na casa dos 50 anos e um com 44 anos, reside na zona de Ribamar, concelho da Lourinhã, distrito de Lisboa.

Entre as causas do naufrágio, poderão estar a "rede que prendeu no fundo, a entrada de água na embarcação ou o seu abalroamento por um navio mercante", apontou o porta-voz da Marinha.

Segundo a mesma fonte, o acidente ocorreu "muito rapidamente", porque não tiveram tempo de pedir socorro e foram encontrados no mar fora da balsa.

O alerta foi recebido via satélite através de um dispositivo da embarcação acionado de forma automática.

Pelas 08h30, o helicóptero encontrou destroços e os corpos dos dois pescadores.

As buscas continuam nas imediações do local pelo segundo pescador desaparecido.

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