Caso Marante em julgamento

Começou ontem a ser julgado no Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, o Caso Marante, no âmbito do qual Francisco Farinha Simões, ex-segurança de Margarida Marante – e com quem esta se envolveu intimamente – é acusado de alegado sequestro, tráfico de droga, violação de domicílio, coacção e evasão.

17 de maio de 2007 às 00:00
Caso Marante em julgamento Foto: Tiago Sousa Dias
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O caso remonta a Dezembro de 2005, altura em que a jornalista acabou com a relação de ambos e apresentou queixa na PSP contra Farinha Simões. Essa atitude de Margarida Marante terá alegadamente desencadeado no arguido reacções intempestivas de ameaças e violência.

A jornalista revelou então ao CM ter vivido momentos dramáticos ao ser raptada e violentada por Farinha Simões, que está há um ano em prisão preventiva. Margarida Marante terá visto o seu apartamento ser invadido duas vezes pelo arguido. Terá também sido ameaçada com uma faca, agredida com estalos e socos e arrastada para dentro do carro do agressor, numa viagem que só terá terminado em Málaga, Espanha.

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Contactado pelo CM, Carlos Pinto Abreu, advogado de Margarida Marante, recusou comentar a sessão, por “não falar sobre processos em curso”. Apesar de a jornalista se ter constituído como assistente no processo, não compareceu em tribunal. Ao CM afirmou querer adoptar a mesma postura do seu advogado, confirmando apenas que será ouvida “na próxima semana”. A primeira sessão de julgamento foi à porta fechada, após “requerimento entregue pela ofendida”, apurou o CM.

Segundo o ‘Expresso’, o Ministério Público definiu Farinha Simões como dealer particular de Margarida Marante – a quem venderia dez gramas de cocaína por semana. Acrescenta o mesmo jornal que Marante terá pedido indemnização de 43 500 euros. Ramiro Dias, porteiro da casa onde a jornalista vivia, é também arguido, por permitir a entrada de Farinha Simões no edifício.

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