Chefe do Exército quer aumentar suplemento de risco dos paraquedistas

Paraquedistas celebraram em Tancos os 70 anos.

23 de maio de 2026 às 17:34
Cerimónia presenciada por milhares Foto: Exército Português
Visita ao novo simulador Foto: Exército Português
Ex-paraquedistas presentes Foto: Exército Português
Salto de exibição dos Falcões Negros Foto: Exército Português
General Eduardo Mendes Ferrão felicita antigo paraquedista Foto: Exército Português
Militares na parada Foto: Exército Português
Secretário de Estado elogiou os paraquedistas Foto: Exército Português
Militares em desfile Foto: Exército Português
Militares em desfile Foto: Exército Português

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O chefe do Estado-Maior-General do Exército, general Eduardo Mendes Ferrão, comprometeu-se este sábado a "lutar" para "melhorar" o suplemento de serviço aerotransportado a que têm direito os militares com qualificação e atividade Paraquedista. O anúncio ocorreu perante milhares de atuais e antigos paraquedistas e suas famílias, em Tancos, na celebração dos 70 anos dos paraquedistas em Portugal.

"O comandante do Exército está empenhado no melhorar da condição de vida dos militares, em particular aqueles que servem numa área operacional exigente de elevado risco. Refiro-me ao suplemento de serviço aerotransportado, em linha com a atualização de outros suplementos. Trata-se de reconhecer de forma concreta a especificidade, a disponibilidade permanente e o elevado nível de exigência inerente ao serviço aeroterrestre que prestam ao Exército e ao País. Perante vós assumo o compromisso de continuar a lutar", referiu. Este suplemento, atribuído a quem presta serviço nas unidades paraquedistas e cumpre um mínimo anual de saltos e treinos, está atualmente fixado em 274€/mês para oficiais e sargentos; e 154€ para praças. 

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Mendes Ferrão destacou a "cultura de exigência permanentemente consolidada" dos paraquedistas e apelou a uma "modernização também numa mudança na forma como pensamos, como treinamos e como empregamos as forças. Treino, formação e doutrina são prioridade do meu mandato".

O comandante do Regimento de Paraquedistas, coronel Prata Pinto, agradeceu ao chefe do Exército a modernização com uma "nova frota de paraquedas e um sistema de simulação; fundamentais para preparação mais exigente, eficaz e segura".

O secretário de Estado Adjunto e da Política da Defesa Nacional, Nuno Pinheiro Torres, recordou o passado, como os paraquedistas foram há 30 anos a primeira força militar portuguesa expedicionária (Bósnia) desde o 25 de Abril de 1974; o presente com as missões e o apoio após o comboio de tempestades; mas afirmou que também "pertencem ao futuro". "Num contexto geopolítico particularmente exigente, com o regresso da guerra de alta intensidade ao continente europeu, são ainda mais importantes", assinalou.

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Todos honraram o furriel Ismael Lamela, que morreu no dia 7 de maio após um incidente no último salto do curso de paraquedistas.

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