Dono de terreno alerta para risco de derrocada em Leça da Palmeira
Admite “desprendimentos pontuais relativamente contidos” em talude junto à capela de Santana.
"Já houve derrocadas, há pedras que estão seguras apenas pelas heras e não nos sentimos seguros", indicou Pedro Almeida, dono de uma propriedade que inclui um quintal junto ao talude que sustenta o monte de Santana - onde existe uma capela -, em Leça da Palmeira.
Os moradores temem nova derrocada. A Câmara de Matosinhos admite a existência de "alguns eventuais desprendimentos que, sendo pontuais, estão relativamente contidos".
Questionada pelo CM, a autarquia refere que se trata de "um terreno confinante com domínio público municipal, onde terá existido uma exploração de inertes (pedreira)" e afasta o perigo de derrocada: "Estamos perante uma estrutura sólida rochosa de granitos duros, pouco fissurados".
Indica ainda que "o terreno do talude é propriedade privada" e "deveria sofrer algumas intervenções de melhoria".
Nomeadamente, a demolição de construções ilegais (anexos), a criação de uma caixa de areia na base, a aplicação de uma rede emalhada de aço para confinamento e o controlo rigoroso das plantas infestantes. "Esta intervenção é da responsabilidade dos proprietários e não da câmara", garante.
Pedro Almeida discorda. "As pedras que se soltam e caem no nosso terreno não são nossas e o terreno em cima não é nosso. Deveria sofrer uma intervenção, nem que fosse para garantir a segurança do espaço da capela", afirmou.
Já a autarquia acrescenta que "a solução mais estruturada foi já adotada por um dos proprietários, através da construção de um muro de betão para contenção estrutural - solução mais definitiva, mais onerosa".
"Não chegando o perigo de morte, não posso ainda usufruir de um espaço privado, que me pertence e que se transformou num enorme mato", lamenta o proprietário.
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