ESCOLA DE AMADORA BRILHA EM MUNDIAL DE ROBÔS

A Escola Profissional Gustave Eiffel, na Amadora, arrecadou no último campeonato Mundial de Futebol para Robôs (RoboCup 2004) o primeiro lugar na modalidade ‘Rescue Secondary’ e o segundo lugar na ‘Dance Secondary’ do torneio RoboCupJunior.

10 de julho de 2004 às 00:00
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Na competição, que reuniu em Lisboa os melhores do Mundo em robótica, só uma outra equipa portuguesa, proveniente de uma associação entre as Universidades do Porto e Aveiro, conquistou uma outra taça, com um segundo lugar na Liga de Futebol.

A proeza alcançada pela escola da Amadora resultou, segundo explicou o professor André Palma, pelo empenho dos alunos. “Foram muitas noites em claro que passámos a construir os robôs da melhor forma que conseguíamos”, frisou André Palma que com Eduardo Pinto orientaram as três equipas.

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Entre os jovens o entusiasmo demonstrado pelas taças obtidas é bem evidente. Nuno Ramalho (17 anos), Luís Silva (19) e Josué Mota (19) formaram a equipa ‘Dunks Team Revolution’ que no tempo de dois minutos e três segundos conseguiram que o robô por eles criado fosse capaz de salvar 20 ‘vítimas’, e assim obterem o único primeiro lugar para Portugal.

“Relativamente aos estrangeiros desconhecíamos o seu poder, mas entre as equipas portugueses éramos favoritos”, avançou Nuno, que de imediato explicou o sucesso da equipa: “O Luís tem grande capacidade para a informática e eu com o Josué concebemos o aparelho que executa determinadas tarefas em pista devido aos sensores infravermelhos que respondem às cores que lhes são apresentadas”.

Na categoria ‘Dance Secondary’, Rui Craveiro (16 anos), Hugo Russo (17) e Gonçalo Nunes (18) construíram um ‘ovni’ que num minuto e 45 segundos executou uma coreografia programada por computador. A prestação convenceu o júri e obtiveram o segundo lugar. Nesta categoria a Gustave Eiffel obteve ainda o quarto lugar com um robô Dragão.

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RECORDE DE PARTICIPANTES EM LISBOA

37 PAÍSES

Competiram nas Ligas de Futebol, Simulação e Júnior 346 equipas com 1600 participantes provenientes de 37 países. Pelo que em Lisboa foi estabelecido um novo recorde de participantes na história do RoboCup.

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JAPÃO LIDERA

No RoboCup foram distribuídos prémios por 52 equipas. O Japão liderou com 11, seguido da China e Alemanha 8, e Irão com sete taças. Portugal ficou em quinto, ao arrecadar três prémios, igual número dos da Austrália.

INVESTIGAÇÃO

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O Futebol serve de tema ao RoboCup, mas o torneio tem por objectivo, não a promoção deste desporto, mas sim desenvolver a investigação na robótica e na inteligência artificial para, em 2050, robôs jogarem com homens.

DESLOCAÇÃO A OSAKA PRECISA DE APOIO DE CIÊNCIA VIVA

A participação da Escola Gustave Eiffel no RoboCup 2004 teve um orçamento de cerca de cinco mil euros. Depois de conseguirem um primeiro, segundo e quarto lugares em Lisboa, as equipas aspiram agora a estarem presentes no próximo ano em Osaka (Japão).

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Em termos de logística essa será uma decisão mais dispendiosa e para isso a escola necessita de novos patrocínios e de apoio da agência Ciência Viva.

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