Mãe de vítima do Meco não consegue ultrapassar a dor e quer dux em tribunal: "há 72 meses que vou a um psiquiatra"
Pais de Catarina Soares exigem justiça e apesar de a luta ser dura, prometem não desistir.
António Soares e Fernanda Cristóvão, pais de Catarina Soares, uma das vítimas do Meco, reagiram em direto na CMTV à decisão tomada pelo Tribunal Europeu de condenar o Estado português por investigação "ineficaz" no caso Meco.
"Dá-nos algum alento para o processo que vai decorrer a seguir", conta acabando por não conseguir continuar o discurso devido à emoção. Fernanda afirma que não tem "capacidade para desculpar o Estado" e que as "desculpas não se pedem".
Segundo esta mãe, o Estado não utilizou tudo aquilo que tinha ao seu alcance durante a investigação.
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou o Estado português a pagar uma indemnização de 13 mil euros a José Carlos Soares Campos, pai de Tiago Santos, uma das seis vítimas da tragédia do Meco. O jovem de 21 anos morreu durante uma praxe na referida praia.
Pais querem João Gouveia em tribunal: "Foi a última pessoa que ouviu a voz da minha filha"
António Soares e Fernanda Cristóvão, pais de Catarina Soares, uma das vítimas do Meco, revelaram em exclusivo à CMTV que ainda têm esperança de ouvir o dux João Gouveia em tribunal. "Ainda é possível. Temos em marcha um processo cível contra a Universidade Lusófona e o João Gouveia. O que nós desejamos é que ele conte tudo o que se passou", disse António, visivelmente emocionado.
Já Fernanda Cristóvão garantiu ao CM que não vai descansar enquanto não fizer justiça pela filha e pelos colegas que morreram afogados na praia do Meco, há sete anos. "A vida da minha filha não tem preço. Mas eu necessito que valorizem a vida dela e dos outros cinco jovens que para nós (pais) são tudo", afirma. "Tudo isto é muito duro" "A minha filha dizia que eu era a melhor mãe do mundo (...) Tudo isto é muito duro. Eu e o meu marido vamos ao psiquiatra todos os meses. Fez agora 72 meses que a minha filha morreu naquela praia...há 72 meses que eu vou a um psiquiatra", garantiu Fernanda sem conseguir controlar a emoção.
Já Fernanda Cristóvão garantiu ao CM que não vai descansar enquanto não fizer justiça pela filha e pelos colegas que morreram afogados na praia do Meco, há sete anos.
"A vida da minha filha não tem preço. Mas eu necessito que valorizem a vida dela e dos outros cinco jovens que para nós (pais) são tudo", afirma.
"Tudo isto é muito duro"
"A minha filha dizia que eu era a melhor mãe do mundo (...) Tudo isto é muito duro. Eu e o meu marido vamos ao psiquiatra todos os meses. Fez agora 72 meses que a minha filha morreu naquela praia...há 72 meses que eu vou a um psiquiatra", garantiu Fernanda sem conseguir controlar a emoção.
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