Gémeas que viviam em garagem na Amadora seguras numa residência de acolhimento
Medida cautelar terá de ser reavaliada dentro de 90 dias.
As duas gémeas que as autoridades retiraram a semana passada aos pais - e que desde 2013 foram sinalizadas várias vezes como vivendo num ambiente de violência doméstica numa garagem com lixo, pulgas e baratas, na Amadora - vão ficar pelo menos três meses em segurança numa residência de acolhimento para menores em risco. É esse o prazo que a lei dá para reavaliação da medida cautelar, que não pode ser superior a seis meses.
O Ministério Público e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Amadora anunciaram estar a "proceder ao completo diagnóstico da situação atual e do quadro familiar e social que à mesma conduziu".
A situação de risco em que viviam as meninas de 10 anos - que não têm documentos e nunca frequentaram a escola - era conhecida desde 2013, quando os pais (João Moura, de 51 anos, e Mariana Santos, de 34) se envolveram pela primeira vez numa situação de violência doméstica. Nessa altura, a CPCJ conseguiu que mãe e duas filhas fossem para uma casa-abrigo. Mas o casal fez as pazes porque a mulher acreditava estar grávida e voltaram a juntar-se.
A casa onde viviam, na estrada Militar da Damaia de Cima, foi demolida e nem o MP nem a CPCJ voltaram a conseguir encontrar a família, apesar de o pai se ter envolvido em vários processos-crime a que acorreu a PSP e comunicou ao MP: pelo menos mais duas situações de violência doméstica; duas de desacatos em cafés; e duas de problemas com clientes de João Moura.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt