Homem ferido com gravidade no incêndio de Vila de Rei tentava salvar trator

António Isidro sofreu queimaduras em várias partes do corpo quando tentava salvar os bens.

24 de julho de 2019 às 01:30
Clementina Delgado recorda que foi salva pelos netos. Diz que o genro ficou queimado ao tentar salvar trator de um vizinho Foto: Ricardo Almeida
INEM diz que doente foi sempre acompanhado por médicos durante transporte Foto: Miguel Barreira
Fernando Fernandes perdeu carvão vegetal e um trator Foto: CMTV
Ministro satisfeito com estratégia Foto: Direitos Reservados

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António Isidro, de 54 anos, estava em casa, no sábado, em Vale da Urra, Vila de Rei, quando viu as chamas a aproximarem-se. Correu para um anexo para salvar o trator de um vizinho e ainda o conduziu alguns metros. Foi apanhado pelo fogo, tem queimaduras de segundo e terceiro graus e está em coma induzido.

O INEM já veio explicar o motivo para que a chegada do ferido ao Hospital de S. José, em Lisboa, demorasse cerca de cinco horas e garantiu que esteve sempre a ser assistido.

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A mulher, ao CM, não quis prestar grandes esclarecimentos. Disse que nada viu - "não estava em casa" - enquanto a sogra da vítima lamentou a fatalidade. "O trator era de um homem que trabalha nos pinhais, mas costumava deixá-lo aqui à nossa porta, para não ser vandalizado nem lhe roubarem gasóleo", explicou Clementina Delgado, de 80 anos, que ainda olha com mágoa para os danos provocados pelo fogo.

O rasto de destruição é visível. Vale da Urra foi arrasada pelas chamas, logo no sábado, e Clementina Delgado conta que foi salva pelos netos. "Também perdemos muitos animais. Foi uma desgraça", revela.

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Sobre o estado de saúde de António Isidro, Clementina diz que está a recuperar. "O filho em Lisboa já o visitou", revela. A mulher do ferido nada diz sobre o alegado atraso no socorro, garantindo que a sua única preocupação, agora, é que o marido recupere. "O INEM já explicou o que tinha a explicar. Vamos agora esperar e ver o que acontece", disse ao CM, visivelmente consternada.

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O empresário tinha a matéria-prima, avaliada em cerca de 10 mil euros, preparada para enviar para os clientes. "Perdi grande parte do carvão vegetal que tinha para vender e um trator que comprei há poucos dias. Haja saúde para trabalhar para ganhar e compensar o prejuízo" lamentou o homem.

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