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Idosos regressam a casa após fogos mas temem que as chamas voltem

Casal de idosos diz que estão votados ao abandono numa terra quase fantasma.

24 de julho de 2019 às 01:30

Joaquim e Maria Alzira, que na segunda-feira foram retirados de casa em Casalinho, Mação, voltaram à moradia ao final da noite.

Ao início da manhã de terça-feira, ainda olhavam com tristeza para o que restava do manto verde e acusavam os ‘criminosos’ de porem em risco todas as localidades.

"Tudo isto é provocado. Aqui ao pé da minha casa ainda não ardeu, mas vai acabar por acontecer", lamentava o morador, com 90 anos, que continua a garantir que preferia ter sido ele a proteger o que é dele.

"Moro aqui desde sempre. Não quero sair e não gostei que me tivessem obrigado. Eu sei cuidar do que me pertence, fiz a limpeza da casa toda à minha volta. Tinha as mangueiras preparadas e tudo", afirma.

O casal teme ainda que as chamas regressem. "Ainda não ardeu tudo. Vão acabar por conseguir, se ninguém puser um travão a isto", suspirou o morador, que diz viver com o coração nas mãos.

"As temperaturas sobem e temos sempre medo. Nesta terra só há três casas habitadas. Somos todos idosos e só depois das desgraças é que o socorro aparece. Antes, ninguém nos acode", lamenta.

PORMENORES

Bombeiros exaustos

Os bombeiros estavam exaustos após vários dias de combate ao fogo. Muitos queixavam-se da falta de alimentação e da dificuldade em arranjar água.

Solidariedade

Improvisaram umas camas portáteis, mas foram traídos pela chuva. Em Casalinho, de madrugada, um morador acolheu os bombeiros para descansarem.

Fogo controlado

Ao final da tarde, o fogo estava todo controlado. Os reacendimentos eram pontuais.

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