Jovem arrisca dez anos por doze mortes
Tio e sobrinho julgados por acidente de 24 de março de 2016.
Emigrados na Suíça, doze portugueses procuravam a forma mais barata de visitar Portugal. Para isso, optaram por fazer a viagem numa carrinha adaptada, conduzida por Ricardo Pinheiro, jovem de 21 anos, e propriedade do tio deste, Arménio Martins, de 44.
A 24 de março de 2016, quando seguiam na apelidada ‘estrada da morte’ de França – RCEA – um acidente brutal custou a vida a todos os passageiros. Apenas o condutor sobreviveu, que juntamente com o tio vai começar esta quarta-feira a ser julgado.
Tanto Ricardo como Arménio – naturais da zona de Trancoso – vão ser julgados pela morte dos portugueses, que perderam a vida à passagem por Moulins. E é nessa mesma localidade que vai decorrer o julgamento. Ricardo Pinheiro pode ser condenado a uma pena de prisão até dez anos.
Ricardo Pinheiro não estava habilitado a conduzir a carrinha, que tinha sido transformada meses antes para poder transportar mais passageiros. Em vez dos seis lugares de origem, transportava treze.
Foi já de noite que se deu o acidente. A carrinha tinha iniciado a viagem na Suíça. Levava as vítimas – entre os 7 e 63 anos – com destino à zona da Guarda. A tragédia deu-se quando a carrinha chocou com um camião italiano. As perícias dizem que a Mercedes Sprinter seguia a 100 km/h numa zona de 80.
A polícia também constatou que nos meses antes do acidente a carrinha foi controlada a circular em excesso de velocidade mais de uma dezena de vezes. Arguidos respondem por 12 homicídios involuntários.
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