Morte sem provas

Quase três anos depois de Aurélio Palha, um dos mais importantes empresários da noite do Porto, ter sido assassinado à porta da discoteca Chic, a investigação da equipa especial prossegue. Anteontem foi detido Miguel ‘Palavrinhas’, membro da claque dos Superdragões e morador na Ribeira do Porto, mas acabou por ser libertado por falta de provas. A equipa dirigida pela magistrada Helena Fazenda constituiu ainda arguido Pedro ‘Lieto’, que também esteve preso por suspeita de envolvimento na morte de Ilídio Correia – a terceira vítima da onda de crimes mais tarde apelidada de caso ‘Noite Branca’ – mas libertou-o igualmente sem o levar ao juiz de instrução.

21 de maio de 2010 às 00:30
Morte sem provas Foto: Daniel Rodrigues
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A investigação está próxima do fim. É provável que a acusação seja deduzida até ao final do mês de Junho, depois de, no ano passado, os investigadores de Lisboa terem feito a reconstituição do crime. As autoridades acreditam que Bruno ‘Pidá’, Mauro Santos e Miguel Ângelo, condenados a elevadas penas de cadeia no julgamento do homicídio de Ilídio Correia, seguiam no carro de onde foram disparados os tiros que mataram Aurélio. A PJ nunca conseguiu recuperar as armas, nem tão pouco os automóveis de grande cilindrada.

Miguel ‘Palavrinhas’, anteontem detido, foi também um dos alvos na primeira investigação ainda efectuada pela PJ do Porto. Não foi preso na operação de Dezembro de 2007 porque estava fora do País, mas acabou depois por nem ser constituído arguido quando regressou a Portugal.

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‘Palavrinhas’, ouvido durante toda a tarde no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, ficou apenas sujeito a apresentação regulares nas autoridades.

PORMENORES

MULTA

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‘Lieto’ esteve preso no processo onde se investigava a morte de Ilídio mas não foi acusado de homicídio. Foi apenas condenado a multa por posse de armas.

FUGIU

Em Dezembro, quando ‘Pidá’ foi preso, ‘Palavrinhas’ desapareceu. As autoridades acreditavam que estava escondido na Irlanda. Nunca foi constituído arguido no processo.

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IRMÃOS

Os irmãos Correia, vítimas no processo que foi julgado este ano, foram depois acusados, pelo MP, de várias tentativas de homicídio e diversos casos de extorsão.

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