"Não falta prova, temos arguidos que até se gabam do que fizeram": defesa do FC Porto quer agravamento das penas
Procuradora defende, no recurso, pena de 9 anos de prisão para 'Macaco'. Defesa do FC Porto quer também penas mais pesadas para os arguidos da operação 'Pretoriano'.
Na audiência de recurso, o MInistério Público e a defesa do FC Porto defenderam um agravamento das penas para os arguidos da operação 'Pretoriano'. A procura remeteu as suas alegações para o recurso já apresentado, onde pede nove anos de prisão para 'Macaco'. O ex-chefe da claque portista foi condenado a três anos e nove meses de prisão pelas agressões na assembleia do FC Porto, em 2023. Já para Sandra é pedido que a pena de dois anos e oito meses passe a ser efetiva. "Este processo se tem alguma coisa é prova, não falta prova. Temos mensagens do WhatsApp, documentos, relatórios médicos e até arguidos que confessam e se gabam do que fizeram na assembleia (...) Os factos são suficientes para que se apliquem penas verdadeiramente dissuasoras. Se o MP pecou por defeito, o tribunal de primeira instância por mais defeito pecou", afirmou a Sofia Ribeiro Branco, que representa o FC Porto.
No Tribunal da Relação do Porto, a advogada lançou ainda críticas ao comportamento dos arguidos, dando conta que ao longo do processo "tentaram a todo o custo desculpar e normalizar os comportamentos" que tiveram no pavilhão do Dragão Arena. "Todos os arguidos contribuíram para o resultado alcançado", disse.
As defesas de Fernando e Sandra Madureira tentaram também nesta audiência desmontar o acórdão de 1ª instância, que levou à condenação de dez arguidos. Tentaram demonstrar mais uma vez que não existiu qualquer plano criminoso para calar e intimidar apoiantes de André Villas-Boas. "As mensagens em grupos do WhatsApp demonstram que a mobilização de sócios era para impedir a humilhação de Pinto da Costa. O único objetivo era esse. Não há evidências de qualquer plano para intimidar, para coartar a liberdade de quem quer que seja", afirmou o advogado Miguel Marques Oliveira.
O advogado de 'Macaco' - que está preso há quase dois anos - quer a absolvição, mas admite uma pena suspensa. A decisão de recurso será conhecida a 6 de fevereiro.
Sandra esteve em tribunal
Para além de 'Macaco' apenas Sandra Madureira esteve ontem no Tribunal da Relação do Porto, mas não prestou qualquer declaração. Sandra esteve acompanhada de pessoas próximas e viu mais uma vez o marido ser levado para o tribunal sob forte aparato policial. O antigo chefe dos Super Dragões permanece em prisão preventiva na cadeia anexa à Polícia Judiciária do Porto, tendo sido escoltado para a audiência pelo Grupo de Intervenção e Segurança Prisional.
Defesas pedem audiência
Esta audiência presencial no Tribunal da Relação do Porto foi ainda pedida pelas defesas de José Pereira e ainda por Vítor Manuel 'Aleixo' e Vítor Bruno 'Aleixo'. Os advogados destes arguidos lançaram duras críticas ao acórdão de 1ª instância proferido em julho. No caso de José Pereira, a advogada, Adélia Moreira, pede mesmo a absolvição por considerar que neste caso não se podia aplicar a lei do desporto.
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