Odeleite quer travessia para chegar à barragem
Distância é curta mas, a pé, é preciso atravessar o IC27, o que representa um risco para os peões.
A falta de alternativa para os peões atravessarem o troço do IC27, que separa a aldeia de Odeleite (Castro Marim) da barragem, é um assunto "urgente" e "para resolver o quanto antes", considerou o CDS Algarve, que usou uma ação de sensibilização nacional do partido sobre os perigos rodoviários que têm a necessidade de investimento público, para destacar este problema.
A situação, dizem, tem criado vários acidentes, em alguns casos mortais. E poderá piorar com a abertura da praia fluvial de Odeleite, prevista para este ano.
"Não há qualquer alternativa segura para a população ou para os turistas que estão na aldeia de Odeleite atravessarem o IC27 para irem, por exemplo, à barragem, uma distância de poucos metros, sem terem de conduzir", explicou ao CM José Caçorino, do CDS Algarve, lembrando que aquela via foi "uma obra importante", mas que "não foi bem pensada" em termos de segurança para peões.
Nem um separador central, com uma rede de mais de um metro de altura - que entretanto já foi cortada pela população - tem evitado que as pessoas atravessem a via a pé, criando situações perigosas de trânsito.
"São quase diários os relatos de situações de perigo iminente, tendo a última com uma vítima mortal ocorrido recentemente", revela José Caçorino.
"Uma rotunda ou uma passagem superior ou inferior para peões seriam soluções mas, para o imediato, deveria haver semáforos de redução de velocidade e uma passadeira. Estamos a trabalhar com o grupo parlamentar para questionar o Governo acerca desta situação", garantiu José Caçorino.
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