PJ detém autor de ataque à Marcha pela Vida

Detido por crimes ligados ao terrorismo.

15 de abril de 2026 às 10:48
Marcha pela Vida em Lisboa Foto: António Pedro Santos/Lusa
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A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), deteve, terça-feira, o homem que no dia 21 de março arremessou um artefacto incendiário (um “cocktail molotov”) contra a Marcha pela Vida, em frente ao Parlamento, confirmou ao CM fonte oficial.

Em causa está, de acordo com a PJ, a "tentativa da prática dos crimes de infrações terroristas, detenção de arma proibida, incêndio, explosão e outras condutas especialmente perigosas e de ofensas à integridade física grave".

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"Os factos pelos quais foi detido reportam-se ao arremesso de um engenho incendiário improvisado, comumente designado por “cocktail molotov”, contra pessoas que participavam na manifestação “Marcha pela Vida”, entre as quais se encontravam famílias com crianças e bebés", descreve a PJ.

"Desde que foi delegada a competência de investigação na PJ, foram realizadas dezenas de diligências com o objetivo de obtenção de meios de prova, culminando com o cumprimento de um mandado de detenção e de um mandado de busca e apreensão, no qual foram apreendidos diversos elementos denunciadores de um móbil ideológico", adianta a mesma fonte.

O detido será esta quarta-feira presente ao Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa para novo interrogatório judicial tendo em vista a aplicação de adequadas medidas de coação.

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O homem já havia sido detido pela PSP no dia do ataque, mas foi libertado uma vez que estava indiciado apenas por crimes menores (posse de arma proibida), tendo, na altura, ficado apenas sujeito a apresentações diárias na PSP e proibido de frequentar o local do ataque, junto ao Parlamento.

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