Portugueses nunca entregaram tantas armas à polícia

Em 2017, foi atingido o recorde. Maioria das armas é destruída.

16 de abril de 2018 às 09:16
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Armas apreendidas ao suspeito Foto: Direitos Reservados

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Nunca houve tantas pessoas a entregar voluntariamente armas à polícia. No ano passado, a PSP recebeu 18.677 armas. Em média, são 51 armas por dia, um número que é o triplo de 2015 e maior que o de 2016 (10.596 armas).

A maioria das armas entregues são caçadeiras. Compõem mais de 15 mil objectos, do número final. Mas também pistolas, revólveres e até metralhadoras são entregues às autoridades, refere a imprensa desta segunda-feira, citada pela revista Sábado

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Pedro Moura, director do Departamento de Armas e Explosivos da PSP, contou que os donos são desmotivados pelos custos financeiros de actualizar livretes antigos, respeitante a armas "antigas que já não utilizam".

"Antes de 2006, uma licença podia comportar mais do que uma arma. A partir dali, é cada licença, cada arma, e válida por dez anos", explica Moura. Além dos custos financeiros, também se verifica uma "diminuição do número de caçadores e de atiradores desportivos".

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A PSP também recebe velhas armas usadas no Ultramar. "Vamos a casa das pessoas quando têm mais idade ou o número de armas é maior para as recolher. Tratamos da documentação toda e não oneramos ninguém. O que queremos é as armas em segurança", assegura Pedro Moura.

As pessoas interessadas em encontrar armas também se podem deslocar aos núcleos de armas e explosivos com documentação e preencher termo de entrega.

As armas entregues podem não estar legais, mas as autoridades só vão actuar caso verifiquem que existe uma razão suspeita para isso. A maioria dos processos costuma ser arquivada.

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O armamento recebido ou é destruído, ou dado às forças policiais.

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