Seis terroristas portugueses com "paradeiro incerto"

Dos oito acusados, há ainda um suspeito em liberdade.

19 de dezembro de 2019 às 08:13
Celso e Edgar Costa, irmãos, terão presumivelmente morrido na Síria Foto: Direitos Reservados
Daesh Foto: Reuters

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O Ministério Público acusou oito portugueses, que se converteram ao Islão e depois se radicalizaram ao serviço do Daesh, de vários crimes de terrorismo. Mas, dos oito, só é certo o paradeiro de um - Rómulo Rodrigues da Costa, de 40 anos, que foi detido este ano pela PJ, em Lisboa. Está em prisão preventiva na cadeia de alta segurança de Monsanto.

Outro, Cassimo Turé, que foi encontrado e interrogado em Portugal, está em liberdade e supostamente vive em Londres, no Reino Unido.

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Contam-se assim seis terroristas portugueses "em paradeiro incerto", apesar de ter sido deduzida acusação contra eles. Cinco estarão presumivelmente mortos, mas o Departamento Central de Investigação e Ação Penal avançou ainda assim com a acusação, por não existirem provas concretas de que, de facto, morreram na Síria.

Desta forma, caso tenham fingido os óbitos para escapar às autoridades, poderão vir a ser detetados com maior facilidade, sobretudo se tentarem entrar novamente em território europeu. O outro português, Nero Saraiva, terá sido detido por forças curdas em território sírio, em março, mas não se sabe se está vivo.

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A acusação abrange os seis cidadãos nacionais que integravam a célula de Leyton, que segundo a ‘Sábado’ se radicou em Londres. Os irmãos Rómulo, Celso e Edgar Costa integravam este núcleo, assim como outros portugueses, todos da zona de Massamá, em Sintra.

PORMENORES

Crimes em causa

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O Ministério Público deduziu acusação contra os oito portugueses pela prática dos crimes de adesão e apoio a organização terrorista, recrutamento para organização terrorista e financiamento do terrorismo.

Envolvidos em rapto

O processo em causa foi instaurado em 2013, na sequência de informações das autoridades britânicas, que apontavam para o envolvimento dos portugueses no rapto de dois jornalistas na Síria, em julho de 2012.

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Investigação de 6 anos

O Ministério Público delegou a competência para a investigação ao caso na Unidade Nacional de Contra Terrorismo da PJ. Durante 6 anos, foi analisado todo o percurso dos suspeitos e a mudança destes para a Síria, com as mulheres e filhos.

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