Tribunal ignora versão de acusado da morte de Aurélio Palha

Num contacto informal, Ângelo ‘Tiné’ contou a Rui Mendes, chefe da PSP, tudo o que aconteceu na madrugada de 27 de Agosto de 2007, data do homicídio de Aurélio ‘Palha’. Como participou nas investigações, o chefe é testemunha no processo ‘Noite Branca’, mas ontem, em sessão de julgamento, não pôde contar tudo o que sabe, porque a lei não o permite. Perante o tribunal, o arguido não foi sequer identificado.<br/><br/>

15 de outubro de 2011 às 01:00
PORTO, TRIBUNAL, NOITE BRANCA Foto: Nuno Fernandes Veiga
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Rui Mendes começou por dizer que ouviu, fora do âmbito da investigação, uma confissão acerca da morte do empresário da noite, vinda de uma fonte anónima e que poderia deslindar o crime. O colectivo de juízes questionou a credibilidade dessa fonte e a testemunha afirmou que se tratava de um arguido. Ao que o CM apurou, o chefe da PSP refere--se a ‘Tiné', mas como este optou por não falar no julgamento, nada mais pôde ser dito. A lei diz que, neste caso, a versão contada ao chefe da PSP pelo arguido deve ser ignorada, por não se tratar de um depoimento obtido formalmente.

Dois inspectores da PJ, que também testemunharam ontem, confirmaram que após a morte de Aurélio ‘Palha', retiraram do bolso do empresário um bilhete escrito à mão, sobre a morte de Nuno ‘Gaiato' e a defesa de ‘Berto Maluco'.

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Bruno ‘Pidá, Mauro Santos, Tiago ‘Chibanga', Ângelo ‘Tiné', Augusto Soares e Miguel ‘Palavrinhas' são acusados de um homicídio qualificado e outro na forma tentada.

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