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Apanha 25 anos de prisão por matar amante do namorado

Relação confirma pena máxima para homem que preparou cilada a jovem.

26 de janeiro de 2021 às 01:30

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Vítor Santos está em prisão preventiva
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O Tribunal da Relação de Coimbra não teve dúvidas de que foi Vítor Santos a esfaquear e a queimar o amante do namorado, em abril de 2019, nas Caldas da Rainha, ao confirmar a pena de 25 anos de cadeia aplicada pela primeira instância.

O arguido, de 33 anos, negou a prática do crime durante o julgamento e a defesa considerou a prova insuficiente para o condenar. Recorreu da decisão do Tribunal de Leiria, mas os juízes desembargadores não reconheceram os argumentos apresentados e mantiveram a pena máxima.

Os factos ocorreram numa zona erma em Vale do Coto, Caldas da Rainha. Fazendo-se passar no WhatsApp pelo amante da vítima, que era seu namorado, o arguido preparou-lhe uma cilada. Ricardo Porfírio pensou que se ia encontrar com o homem com o qual tinha uma relação no dia em que fazia 21 anos e foi brutalmente assassinado.

Segundo a acusação que ficou provada em tribunal, Vítor começou por esfaquear Ricardo no peito e depois atropelou-o. Usou o próprio carro da vítima para passar várias vezes por cima do corpo desta.

Depois foi para casa, levando os documentos, telemóvel e as chaves da viatura, tendo abandonado os bens numa sarjeta e num riacho. Foi a casa tomar banho e regressou ao local do crime. Antes foi comprar gasolina. Ao chegar à zona onde Ricardo Porfírio estava caído, regou o corpo com o combustível, tal como o veículo, e lançou-lhe fogo. Após o crime, e fazendo-se passar pela vítima, enviou uma mensagem ao seu amante a terminar a relação.

O arguido sempre negou a acusação em tribunal. Nuno Nunes, advogado de defesa, refere que há “muitas dúvidas”, que o tribunal se “fixou apenas no arguido e não olhou para o seu companheiro à data do crime”. O causídico vai agora recorrer da decisão para o Supremo Tribunal de Justiça.

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