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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Há quatro anos que sobem as apreensões de ecstasy

PJ, PSP, GNR, Guarda Prisional, Autoridade Tributária e Polícia Marítima apreenderam 216 950 pastilhas em 2024, mais 138,3% face a 2023.

21 de março de 2025 às 01:30

As apreensões de ecstasy (droga sintética consumida em pastilhas, em especial nos estabelecimentos de diversão noturna e ‘raves’) sobem em Portugal há quatro anos consecutivos. Segundo o relatório de tendências do tráfico divulgado pela Polícia Judiciária (PJ), relativo a 2024, as forças de segurança (PJ, PSP, GNR, Serviços Prisionais, Autoridade Tributária e Polícia Marítima) apreenderam 216 950 pastilhas, uma subida de 138,3% relativamente às 91 054 recuperadas no ano de 2023.

Em 2022, por exemplo, este número ultrapassou por pouco as 50 mil pastilhas. O distrito de Lisboa, com a apreensão de 95 811 comprimidos (44,2%), lidera o ranking no País, seguido do Porto com 75 067, Madeira com 9319, Setúbal com 9317, Castelo Branco com 7362 e Leiria com 6754.

Outro fator de realce prende-se com a constatação de que na esmagadora maioria da droga apreendida se desconhecer a origem da mesma. As forças de segurança identificaram apenas o Canadá e a Espanha como origens.

Por fim, verifica-se que o tráfico de ecstasy é predominante em idades mais jovens. Das 674 pessoas identificadas em intervenções ligadas a esta droga, 315 tinham idades entre os 21 e os 29, e apenas 155 entre os 30 e os 39 anos. O sexo masculino, com 600 detidos, é largamente maioritário.

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