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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Absolvição de Fernando Valente: Advogado da família de Mónica Silva aponta o dedo à investigação da PJ

Valente fica definitivamente livre e não haverá recurso para o Supremo Tribunal de Justiça.

11 de junho de 2026 às 15:17

Numa primeira reação da família de Mónica Silva à absolvição de Fernando Valente, o advogado António Falé de Carvalho aponta o dedo à investigação da PJ no caso do desaparecimento da grávida da Murtosa. A defesa dos assistentes manifesta-se insatisfeita com a decisão do tribunal.

“O que o tribunal concluiu foi simples: os indícios existentes não foram confirmados por prova suficiente. A investigação podia justificar perguntas, mas não permitia uma condenação. E, quando a prova falha, a absolvição é a única resposta juridicamente aceitável”, diz o advogado ao CM.

“Este caso demonstra os riscos de uma investigação construída sobre indícios frágeis e de uma acusação avançada sem a necessária consolidação probatória. Em julgamento, essa fragilidade tornou-se evidente. A investigação cometeu erros e a acusação foi precoce. Haviam vários pontos a explorar que não foram explorados”, conclui António Falé de Carvalho.

“A absolvição confirma que a investigação não logrou converter os indícios iniciais em prova suficiente, consistente e segura. O processo revelou uma distância significativa entre a suspeita investigada e os factos efetivamente demonstrados em julgamento. Essa insuficiência probatória impunha, como consequência necessária, a absolvição”, considera o advogado.

Fernando Valente foi absolvido esta quinta-feira pela segunda vez. Mónica Silva está desaparecida desde 2023.

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