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Advogado diz que “Juiz ameaçou agredir menor”

Advogado que defende Gonçalo acusa magistrado que fez primeiro interrogatório.

06 de fevereiro de 2014 às 15:38

"Sabes o que te falta? Falta-te uma carga de porrada para aprenderes." Foi com esta frase, segundo o advogado de defesa, que um juiz terá começado o primeiro interrogatório a Gonçalo, o menor que anteontem foi condenado pelo Tribunal de Família e Menores de Sintra a dois anos e meio de internamento por três tentativas de homicídio na Escola Stuart Carvalhais, em Massamá.

Pedro Proença vai recorrer da decisão e pondera apresentar queixa no Conselho Superior da Magistratura (CSM) contra a juíza Mafalda Pestana.

"São declarações inaceitáveis. Um juiz ameaçar um menor no primeiro interrogatório não pode acontecer. Aliás, todo este processo está errado desde o primeiro momento. O menor, depois de ser detido, deveria ter sido levado até a uma unidade hospitalar para ser avaliado por psiquiatras em vez de passar a noite na esquadra. Isso poderia determinar uma situação de patologia aguda que põe em causa a imputabilidade", explica Pedro Proença.

"Depois, houve uma utilização errada das gravações do primeiro interrogatório e a juíza fez uma apreciação errada dos factos, alguns que nem foram discutidos no processo, para sustentar a decisão", acrescenta o advogado.

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