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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Identificado autor de ameaça de bomba em avião

Horas agitadas em aparelho da TAP, no aeroporto de Faro.

02 de fevereiro de 2016 às 07:09

Trailer do filme 'A Senhora da Forguneta'

O suspeito de ter feito as chamadas anónimas de ameaça de bomba num avião da TAP, esta terça-feira no aeroporto de Faro, foi já identificado pela Polícia Judiciária. Trata-se de um homem de 30 anos, com historial de problemas mentais, que depois de ter sido ouvido nas instalações da PJ foi constituído arguido e saiu em liberdade, tendo, no entanto, ficado sujeito a termo de identidade e residência.

O aeroporto de Faro esteve desde as 06h00 desta terça-feira sob 'alerta laranja', o segundo mais grave de uma escala de três, devido a uma ameaça de bomba no interior de um avião da TAP com destino a Lisboa. Cerca das 09h00 as autoridades deram a operação por terminada, sem nada ter sido encontrado. Os passageiros chegaram à Portela cerca das 12h00, num outro aparelho.

Falsa ameaça de bomba em avião no Aeroporto de Faro

A ameaça foi feita através de mais do que uma chamada anónima, sempre em português, apontando um engenho com determinadas caraterísticas.

Os 38 passageiros e seis tripulantes abandonaram o aparelho e foram transportados para uma zona da área internacional do terminal. O avião tinha como destino Lisboa, com hora de descolagem às 06h05.

Identificado autor de ameaça de bomba em avião

As autoridades fizeram deslocar a Brigada de Minas e Armadilhas, quatro ambulâncias, duas VMER e três veículos da GNR. As operações no aeroporto estão a decorrer normalmente, não se registaram cancelamentos nem atrasos.

Passageiros já em Lisboa

O avião já foi devolvido pelas autoridades à TAP e os passageiros deveriam ter embarcado às 09h40 rumo a Lisboa. Entretanto, o horário foi alterado e chegaram a Lisboa num outro aparelho.

"Devido à situação de 'stress' verificada com todos os procedimentos relativos à ameaça de bomba, e para acautelar a tranquilidade da operação, os 38 passageiros que estavam a bordo do avião foram transportados para Lisboa num outro aparelho", disse a mesma fonte da companhia aérea portuguesa.

A meio da manhã, o diretor da Polícia Judiciária de Faro, Luís Mota Carmo, adiantava que ia ser iniciada uma investigação para determinar "a origem dos telefonemas e identificar a pessoa que os fez".

Em declarações aos jornalistas na zona de partidas do Aeroporto de Faro, Luís Mota Carmo disse que houve vários telefonemas para as autoridades que referiam a existência de uma bomba "com determinadas características" no interior do avião.

Segundo aquele responsável, a secção de minas e armadilhas da PSP despistou a existência do engenho na aeronave e "verificou-se que efetivamente não existia".

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