page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Alexandre Fonseca diz que esclareceu "todas as questões levantadas" sobre Operação Picoas

Ex-presidente da Altice Portugal afirmou que "é sem surpresa ou alarme que assumo o estatuto de arguido".

08 de maio de 2025 às 17:52

O ex-Presidente da Altice Portugal Alexandre Fonseca afirmou esta quinta-feira à Lusa que é sem surpresa e alarme que assume estatuto de arguido no processo Operação Picoas após "esclarecer todas as questões levantadas".

"Estive hoje no Departamento Central de Investigação e Ação Penal para ser ouvido no âmbito da chamada Operação Picoas, confirmou à Lusa Alexandre Fonseca.

"Finalmente, ao fim de quase dois anos, fui confrontado com questões relacionadas com a Altice no âmbito do processo e foi-me dada oportunidade de tomar conhecimento e de, cabalmente, esclarecer todas as questões levantadas", acrescentou.

Por isso, "é sem surpresa ou alarme que assumo o estatuto de arguido após prestar declarações que há muito esperava e ambicionava poder prestar".

Em causa no processo Picoas estão suspeitas de corrupção e falsificação de documento, relacionadas com decisões do grupo Altice que terão defraudado o Estado em mais de 100 milhões de euros, indicou anteriormente o Ministério Público.

Aliás, "seria, a todos os títulos, incompreensível ou até estranho, para não dizer quase impossível, que o presidente executivo da empresa, à época dos factos sob investigação, fosse deixado de fora de tal processo", adiantou o gestor.

"Desde julho de 2023 aguardava esta oportunidade para contribuir para o apuramento dos factos, esclarecendo a forma como desempenhei funções entre 2017 e 2022, sendo que os factos alegadamente imputados são exclusivamente aqueles que foram veiculados na comunicação social há cerca de dois anos e os quais serão cabalmente clarificados".

"Considero que este é o melhor estatuto processual -- não para me defender, mas sim para, com serenidade e rigor, contribuir para o desfecho rápido e justo da investigação", rematou Alexandre Fonseca.

A investigação foi tornada pública em 13 de julho de 2023, quando foram detidos o cofundador do grupo Altice Armando Pereira e outras duas pessoas.

Cinco dias mais tarde, Alexandre Fonseca suspendeu todas as funções no grupo Altice, onde era co-presidente executivo (co-CEO) da Altice Europe e presidente do Conselho de Administração ('chairman') da Altice Portugal e da Altice USA.

Em janeiro de 2024, o gestor anunciou no LinkedIn, no Facebook e no X ter chegado a acordo com o grupo Altice para a sua saída da empresa.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8