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Correio da Manhã

Portugal
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Apanha 16 anos por prostituir filha em Seia

Abusador de menina foi condenado a 15 anos de prisão.
Joaquim Martins 30 de Janeiro de 2016 às 01:11
Tribunal da Guarda
Tribunal da Guarda FOTO: DR
A mãe vendeu o corpo da filha de nove anos a um vizinho em troca de pequenas quantias de dinheiro e guloseimas. Os abusos sexuais ocorreram em 2013 e repetiram-se durante cerca de um ano, em Loriga, Seia. A mulher foi esta sexta-feira condenada pelo Tribunal da Guarda a 16 anos de prisão e o homem, sapateiro de profissão, a 15 anos de cadeia.

Todos os fins de semana – e às vezes durante a mesma – a mulher, de 49 anos, levava a menor a casa do vizinho, na altura com 72, para que este pudesse abusar sexualmente dela, oferecendo- -lhe em troca notas de 10 e 20 euros, moedas, chocolates e bombons. O homem levava a criança para o andar de cima e, no fim, dava-lhe recompensas que a menina de imediato entregava à mãe. Enquanto decorriam os abusos sexuais, a mulher via televisão e esperava pela filha no piso de baixo.

O Tribunal da Guarda deu como provados 108 crimes de lenocínio e abuso sexual da menor. O coletivo aplicou penas parcelares de sete anos de cadeia por cada ocorrência para a mãe e seis para o abusador, o que somava 756 e 648 anos de prisão. Na leitura da sentença, esta sexta-feira à tarde, o juiz presidente sublinhou várias vezes que a pena máxima é de 25 anos, mas acabou por não a aplicar, tendo em conta a origem social de grande pobreza, baixa instrução e a infância difícil da mãe da vítima.

A mulher aguardou julgamento em prisão domiciliária. O homem alegou que sofre de "doença terminal" para justificar a falta. A menina foi entretanto institucionalizada.
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