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Associação de Oficiais considera estar em causa "bom nome" das Forças Armadas caso se confirmem suspeitas de tráfico

Associação comentou a polémica sobre as suspeitas de tráfico de diamantes, ouro e droga provenientes da República Centro-Africana (RCA) por militares portugueses que estiveram destacados naquele país.

08 de novembro de 2021 às 18:37

A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) considerou esta segunda-feira que a confirmarem-se as suspeitas de tráfico de diamantes e droga por elementos das Forças Armadas "está em causa o bom nome" da instituição e dos militares portugueses.

Em comunicado, a associação comentou a polémica sobre as suspeitas de tráfico de diamantes, ouro e droga provenientes da República Centro-Africana (RCA) por militares portugueses que estiveram destacados naquele país.

"Inevitavelmente está em causa o bom nome das Forças Armadas portuguesas e dos militares portugueses" e, por isso, a associação "considera, sem tibiezas, que toda a verdade deve ser apurada até às últimas consequências".

Se houver envolvimento de militares, "deverão ser exemplarmente responsabilizados e punidos sem quaisquer contemplações", sustenta a nota subscrita pelo presidente da AOFA, António da Costa Mota.

No entanto, a associação diz que "não é de todo tolerável que se consumem julgamentos em praça pública, devendo ser escrupulosamente respeitado o princípio fundamental da presunção da inocência", até à condenação ou ilibação dos suspeitos.

"AOFA considera igualmente que todo e qualquer eventual aproveitamento deste caso, seja por parte de quem for, para colocar em causa o exemplar desempenho das Forças (...), merecerá o maior repúdio e condenação da nossa parte", acrescenta o comunicado.

A Polícia Judiciária (PJ) confirmou hoje a execução de 100 mandados de busca e 10 detenções no âmbito da Operação Miríade, na sequência de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

Em causa está a investigação a uma rede criminosa com ligações internacionais e que "se dedica a obter proveitos ilícitos através de contrabando de diamantes e ouro, tráfico de estupefacientes, contrafação e passagem de moeda falsa, acessos ilegítimos e burlas informáticas", com vista ao branqueamento de capitais.

Em comunicado, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) revelou que alguns militares portugueses em missões na República Centro-Africana podem ter sido utilizados como "correios no tráfego de diamantes", adiantando que o caso foi reportado em 2019.

Para o EMGFA, "o que está em causa de momento é a possibilidade de alguns militares que participaram nas FND [Força Nacional Destacada], na RCA, terem sido utilizados como correios no tráfego de diamantes, ouro e estupefacientes" e que "estes produtos foram alegadamente transportados nas aeronaves de regresso das FND a território nacional".

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