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Associação de Sargentos denuncia falta de condições perante crise do coronavírus

Só há dois dispensadores de desinfetante por cada cinco postos da GNR.

22 de março de 2020 às 13:26

Os sargentos da GNR denunciam que esta força de segurança lançou este domingo para o terreno a operação ‘Covid-19 contenção’ (conforme o CM noticiou já na manhã deste domingo, e que se destina à verificação de casos de violação do estado de emergência), depois de distribuir apenas dois dispensadores de desinfetante por destacamento territorial. A associação representativa da classe adianta ainda que os militares empenhados são obrigados a usar várias vezes as mesmas luvas, por falta deste material.

José Lopes, presidente da Associação Nacional de Sargentos, disse ao CM concordar com a necessidade desta operação, cuja ordem saiu diretamente do gabinete do comandante-geral da GNR, tenente-general Botelho Miguel. O dirigente associativo, no entanto, explica que os meios de proteção dispensados pelo comando da GNR são insuficientes. "Cada comando da GNR é dividido em destacamentos territoriais, que tutelam uma média de cinco postos territoriais", apontou José Lopes.

Ora, refere o presidente dos sargentos da GNR, o "comando-geral apenas distribuiu dois dispensadores de desinfetante por destacamento, que está a servir para a atividade de todos os postos". "Além disso, nos patrulhamentos feitos até agora, e agora no âmbito da operação ‘Covid-19 contenção’, os militares estão a usar sempre o mesmo par de luvas", acrescentou José Lopes, que mostra "preocupação" perante a segurança dos militares.

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