Ataque informático às Forças Armadas foi o mais grave mas não afetou informação sensível

Ataque permitiu a um grupo de piratas informáticos desviar três gigabytes de informação.
Por Lusa|17.04.19
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O ataque informático contra os sistemas de Defesa em novembro foi "o mais complexo e grave até ao momento", mas a resposta foi eficaz e "não há informação sensível afetada", assegurou esta quarta-feira à Lusa o porta-voz das Forças Armadas.

O alvo foi "a rede de correio eletrónico administrativo utilizado pelos militares e funcionários civis do EMGFA [Estado-Maior General das Forças Armadas], num total de cerca de 3,5 Gb de informação de emails exfiltrados", disse à Lusa o comandante Pedro Coelho Dias, salientando que, na estrutura da Defesa, "são utilizadas duas redes informáticas".

"Uma rede classificada, de acesso restrito a utilizadores devidamente acreditados com o grau de credenciação adequado para acesso à informação dessa rede, e outra rede de correspondência administrativa, para troca do correio eletrónico de rotina e de informação 'não sensível', e foi esta a rede afetada. Não há, por isso, informação 'sensível' afetada", frisou.

O roubo de segredos militares é noticiado em manchete na edição de esta quarta-feira do Correio da Manhã, depois de o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro, ter confirmado o incidente no programa da RTP-1 Prós e Contras da passada segunda-feira.

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