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Autarca de Vieira do Minho suspeito de corrupção

Em causa, o licenciamento de três moradias de luxo junto à albufeira da Caniçada.

30 de julho de 2020 às 09:38

Três moradias de luxo, que foram construídas em zona de paisagem protegida na área envolvente à albufeira da Caniçada, em Vieira do Minho, estão na origem da investigação da Polícia Judiciária de Braga que esta quarta-feira levou à realização de buscas na Câmara de Vieira do Minho.

Os inspetores estiveram quatro horas a apreender documentos relativos ao licenciamento dessas três moradias, em Louredo, freguesia de Soengas, uma zona nobre da Caniçada, muito procurada para construção de casas de férias.

As suspeitas da prática de crimes de corrupção para o setor privado, falsificação de documentos e prevaricação, recaem sobre o presidente da câmara, António Cardoso Barbosa, que é também o responsável pelo licenciamento de obras.

Em conferência de imprensa, ao final do dia, o autarca negou a prática de qualquer crime, disse que em causa, nas buscas da PJ, está apenas a reconstrução de uma casa, que foi alvo de uma queixa popular.

"Sentimo-nos injustiçados com as notícias que têm sido veiculadas sobre este caso. Eu não fui constituído arguido e as buscas da PJ não deram em nada, já que nenhum documento foi apreendido", disse António Cardoso Barbosa.

O autarca diz que a obra em causa tinha de ser licenciada pelo município, já que se trata de uma reconstrução. "A

câmara não pode deixar de licenciar uma reconstrução, isso é que seria condenável", afirmou o presidente da câmara.

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