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Correio da Manhã

Portugal

Bastão mole deixa PSP sem defesa

Meios coercivos fora de prazo obrigam a chamar reforços.
Miguel Curado 17 de Abril de 2017 às 01:30
Bastão a que o agente da PSP de Lisboa recorreu para consumar a detenção do assaltante, e que se revelou inútil por estar mole
Polícia agredido estava de serviço gratificado no Pingo Doce da Graça, em Lisboa, quando surpreendeu o assaltante
Bastão a que o agente da PSP de Lisboa recorreu para consumar a detenção do assaltante, e que se revelou inútil por estar mole
Polícia agredido estava de serviço gratificado no Pingo Doce da Graça, em Lisboa, quando surpreendeu o assaltante
Bastão a que o agente da PSP de Lisboa recorreu para consumar a detenção do assaltante, e que se revelou inútil por estar mole
Polícia agredido estava de serviço gratificado no Pingo Doce da Graça, em Lisboa, quando surpreendeu o assaltante
Um agente da PSP de Lisboa foi agredido por um assaltante que apanhou quando este roubava dinheiro à funcionária de uma loja do Pingo Doce na zona da Graça. O polícia tentou recorrer ao bastão, mas a ‘arma’ estava tão mole que não teve utilidade. A hipótese de usar o spray de gás pimenta fornecido pela instituição também foi posta de parte rapidamente pois este estava fora de prazo. Só depois de chamar reforços foi possível consumar a detenção.

As agressões ocorreram quando o agente, da 5ª Divisão da PSP da capital, efetuava um serviço gratificado. O polícia viu o ladrão, de 27 anos, a consumar o assalto e a correr para o exterior. O agente perseguiu o assaltante, conseguindo trazê- -lo para dentro do supermercado. Nesta altura, o homem – que tem cerca de 1,90 m de altura e forte compleição física – agrediu o polícia com várias chapadas. Foi então que, para voltar a manietar o ladrão, o polícia tentou recorrer ao bastão e a um spray de gás pimenta.

A detenção não foi possível e só com o apoio de reforços policiais o agressor foi travado. Os funcionários do Pingo Doce recuperaram o dinheiro furtado.

Questionado pelo CM sobre o uso destes meios coercivos, a PSP de Lisboa não respondeu. Levado a tribunal, o ladrão foi libertado mas ficou proibido de entrar no Pingo Doce da Graça. Já o agente da PSP teve de receber tratamento hospitalar.

Peixoto Rodrigues, presidente do Sindicato Unificado da Polícia, confirmou ao CM que "na PSP existem meios coercivos usados fora do prazo".
Pingo Doce Graça Lisboa 5ª Divisão da PSP Peixoto Rodrigues
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