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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Bastão mole deixa PSP sem defesa

Meios coercivos fora de prazo obrigam a chamar reforços.

17 de abril de 2017 às 01:30

Um agente da PSP de Lisboa foi agredido por um assaltante que apanhou quando este roubava dinheiro à funcionária de uma loja do Pingo Doce na zona da Graça. O polícia tentou recorrer ao bastão, mas a ‘arma’ estava tão mole que não teve utilidade. A hipótese de usar o spray de gás pimenta fornecido pela instituição também foi posta de parte rapidamente pois este estava fora de prazo. Só depois de chamar reforços foi possível consumar a detenção.

As agressões ocorreram quando o agente, da 5ª Divisão da PSP da capital, efetuava um serviço gratificado. O polícia viu o ladrão, de 27 anos, a consumar o assalto e a correr para o exterior. O agente perseguiu o assaltante, conseguindo trazê- -lo para dentro do supermercado. Nesta altura, o homem – que tem cerca de 1,90 m de altura e forte compleição física – agrediu o polícia com várias chapadas. Foi então que, para voltar a manietar o ladrão, o polícia tentou recorrer ao bastão e a um spray de gás pimenta.

A detenção não foi possível e só com o apoio de reforços policiais o agressor foi travado. Os funcionários do Pingo Doce recuperaram o dinheiro furtado.

Questionado pelo CM sobre o uso destes meios coercivos, a PSP de Lisboa não respondeu. Levado a tribunal, o ladrão foi libertado mas ficou proibido de entrar no Pingo Doce da Graça. Já o agente da PSP teve de receber tratamento hospitalar.

Peixoto Rodrigues, presidente do Sindicato Unificado da Polícia, confirmou ao CM que "na PSP existem meios coercivos usados fora do prazo".

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