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Correio da Manhã

Portugal
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Bombeiro preso pela GNR durante combate ao incêndio em Castelo Branco

Militar dos GIPS da GNR deu voz de prisão a chefe dos canarinhos em pleno combate às chamas em fogo de Castelo Branco.
Luís Oliveira 25 de Julho de 2019 às 01:30
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Militar dos GIPS da GNR deu voz de prisão a chefe dos canarinhos em pleno combate às chamas em fogo de Castelo Branco.
Está ao rubro a ‘guerra’ entre os bombeiros e os militares da GNR no combate aos incêndios rurais. Esta luta entre as diferentes forças de combate que integram o dispositivo conheceu esta quarta-feira um novo episódio quando um elemento da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR deu voz de prisão ao chefe da Força Especial de Bombeiros de Castelo Branco, durante o combate ao incêndio que deflagrou em Sobral do Campo, naquele concelho, num dos incêndios verificados esta quarta-feira.

Segundo o CM apurou, os dois elementos ter-se-ão desentendido em pleno combate devido "a divergências operacionais". A situação acabou por causar enorme mal-estar entre as forças numa altura "muito crítica" no combate a este incêndio, que mobilizou 10 meios aéreos e mais de 250 operacionais.

O chefe dos canarinhos, Arlindo André, acabou por ser identificado pela força policial e depois voltou ao combate às chamas, tal como o militar da GNR com quem se desentendeu.

O CM tentou obter uma reação da Autoridade Nacional de Emergência e da Proteção Civil e também da GNR, mas ninguém se quis pronunciar sobre o caso.

O CM sabe que durante o combate aos incêndios deste ano têm acontecido vários episódios entre bombeiros e GNR. Na semana passada, num incêndio em Tabuaço, os bombeiros pediram ajuda a um grupo de militares da GNR para a recolha de 45 lanços de mangueira mas estes ter-se-ão negado a fazê-lo.

Além do fogo de Sobral do Campo, esta quarta-feira, o outro incêndio que mobilizou mais meios eclodiu em Ribalonga, Alijó, distrito de Vila Real. Um militar da GNR e um civil ficaram feridos no combate às chamas.

GNR multa autocarro com trinta bombeiros que tinha a porta soldada
A Unidade Nacional de Trânsito (UNT) da GNR multou a empresa Transportes Coletivos do Barreiro, proprietária de um autocarro que foi fiscalizado na A1, nas portagens de Alverca na terça-feira.

O pesado levava 30 bombeiros que integraram um Grupo de Reforço a Incêndios Florestais em Vila de Rei e na Sertã. A UNT detetou, entre outros problemas, uma porta de emergência soldada e tapada por bancos.

Os tacógrafos também estavam irregulares. A Câmara do Barreiro, dona do veículo, não respondeu em tempo útil às questões do CM.

Só em Mação ardeu o equivalente ao concelho de Lisboa
O fogo de Vila de Rei que alastrou a Mação destruiu mais de 9500 hectares, uma área equivalente ao concelho de Lisboa. Várias casas ficaram destruídas. Em Sarnadas, José Domingos, de 80 anos, ficou "sem casa, roupa, azeite e mil euros".

PORMENORES
Autarca e ministro
O presidente da Câmara de Mação lamenta que o ministro da Administração Interna o tenha "atacado", em vez de "expressar solidariedade a um concelho que teve 95% da área florestal ardida nos últimos dois anos".

Videovigilância
O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considera "fundamental" a aposta em instrumentos de videovigilância para "aumentar a capacidade de apoio à decisão" e o combate aos incêndios florestais.

Apoio à agricultura
O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, anunciou que os primeiros carregamentos com alimento para animais chegam amanhã às zonas afetadas.
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