Tanto o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, como o de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, se dizem "tranquilos".
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Os presidentes das câmaras de Bragança e de Carrazeda de Ansiães confirmaram esta quarta-feira investigações da Polícia Judiciária (PJ) aos processos de instalação de lojas interativas do turismo, apesar de se encontrarem fora da lista de contratações suspeitas.
Tanto o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, como o de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, afirmaram à Lusa que foram feitas diligências pela Polícia Judiciária em relação aos procedimentos, mas ambos os autarcas se dizem "tranquilos".
As duas câmaras do distrito de Bragança não se encontram na lista de pelo menos 40 dos 63 municípios com lojas interativas da Turismo Porto e Norte efetuaram ajustes diretos no total de 1,5 milhões de euros com a empresa Tomi World, cujo gerente foi constituído arguido no âmbito da Operação Éter.
A loja de Carrazeda de Ansiães foi instalada antes de João Gonçalves ter sido eleito, em 2017, pelo PSD, partido pelo qual foi também eleito o antecessor, José Luís Correia.
Foi já no atual mandato que, segundo o autarca esclareceu à Lusa, "a PJ solicitou a consulta a alguns procedimentos para a aquisição de bens e serviços para a instalação da loja interativa".
O presidente da Câmara afirmou que disponibilizou toda a informação e documentação solicitada e continua disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários.
"Enquanto presidente estou tranquilo em relação aos procedimentos", declarou.
Por sua vez, o autarca de Bragança, o social-democrata, Hernâni Dias, garantiu à Lusa que "na qualidade de presidente da Câmara nunca" foi chamado a este processo.
Segundo disse, "dois técnicos da Câmara de Bragança que estiveram envolvidos na candidatura (para a instalação da loja) foram prestar declarações à PJ, no Porto, para explicarem os procedimentos e, depois disso, mais nada".
A investigação sobre a instalação de lojas interativas de turismo (LIT) insere-se no âmbito da Operação Éter, mas o Ministério Público (MP) decidiu abrir um inquérito autónomo exclusivamente sobre aquela matéria.
Em causa a alegada "imposição", por parte da TPNP, das empresas responsáveis pela instalação das lojas.
No dia 25 de outubro, o MP deduziu acusação contra 29 arguidos (21 pessoas individuais e oito entidades coletivas), incluindo o ex-presidente da TPNP, Melchior Moreira, que se encontra em prisão preventiva desde 18 de outubro de 2018.
Melchior Moreira foi detido a 18 de outubro de 2018 pela Polícia Judiciária e fez dia 25 um ano que aguarda julgamento em prisão preventiva.
O ex-presidente da TPNP está acusado de 38 crimes (12 de participação económica em negócio, três de peculato de uso, três de peculato, nove de abuso de poder, um de corrupção passiva, sete de falsificação de documento e três de recebimento indevido de vantagem).
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