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Câmara da Póvoa de Varzim confirma buscas da Polícia Judiciária

Foi realizada uma operação policial no âmbito da criminalidade económico-financeira.

17 de março de 2026 às 15:00

A Câmara da Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, confirmou esta terça-feira ter sido alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ), mas não foi informada sobre o objeto das investigações, disse à Lusa fonte da autarquia.

"Estiveram cá de manhã, mas não fomos informados do objeto das investigações", disse a fonte.

A mesma fonte acrescentou que "tudo decorreu com normalidade" e que os inspetores da PJ "pediram para falar com um funcionário em específico, recolheram informação, pediram aceso a uma documentação e a uns contratos específicos, e foram embora".

A empresa Castros Iluminações Festivas, em Vila Nova de Gaia, foi esta terça-feira alvo de buscas no âmbito da operação "Lúmen" da Polícia Judiciária, que deteve quatro pessoas, incluindo um funcionário público da Câmara de Lisboa, indicou fonte judicial.

Segundo a mesma fonte, decorreram buscas em 10 municípios: Lisboa, Tavira, Lamego, Maia, Figueira da Foz, Viseu, Trofa, Póvoa de Varzim, Ovar e Santa Maria da Feira.

Os detidos são suspeitos dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas.

Em comunicado, a PJ referiu que foi realizada, através da Diretoria do Norte, uma operação policial no âmbito da criminalidade económico-financeira, tendo sido detidos "um administrador e um funcionário de uma empresa privada, uma presidente de associação privada e um funcionário público".

Contactada pela Lusa, a empresa de iluminações escusou-se a prestar declarações.

Na operação "Lúmen", foram efetuadas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias, em várias zonas do país, em entidades e empresas públicas e privadas.

De acordo com a PJ, a investigação teve origem numa denúncia ligada com a "pretensa viciação de procedimentos de contratação pública relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações festivas, utilizadas nas épocas de Natal e na celebração de diversas festividades".

As diligências realizadas pela autoridade revelaram a existência de "um esquema criminoso, de caráter organizado e sistémico, tendente à viciação de procedimentos de contratação pública".

Na operação participaram um magistrado judicial, um magistrado do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto, 120 investigadores criminais e ainda peritos informáticos, peritos financeiros e seguranças de diversas unidades da PJ.

Os detidos vão ser presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

O inquérito é titulado pelo DIAP Regional do Porto.

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