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Correio da Manhã

Portugal
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Tribunal tenta devolver preservativos

Material apreendido em caso de lenocínio foi destruído.
Sérgio A. Vitorino 4 de Outubro de 2015 às 09:32
O bar de alterne fechou e os donos acabaram por ser absolvidos
O bar de alterne fechou e os donos acabaram por ser absolvidos FOTO: Leonhard Foeger/Reuters
"Temos de nos rir, que este país está muito sério". Vítor Carreto, advogado, reage assim ao CM ao facto de uma sua bem-humorada resposta ao Tribunal de Vila Franca de Xira se ter transformado agora num sucesso nas redes sociais da internet. A carta, de agosto de 2014, sugere ao juiz que entregue 101 preservativos, apreendidos num caso por lenocínio, a um clube de pesca: "Uma das técnicas ancestrais usadas no mar e rios consiste em meter a minhoca no preservativo de forma a enganar o peixe", usando depois "a mesma minhoca e preservativo", escreve.

"Os preservativos já foram destruídos por ordem do juiz. E os meus clientes continuam sem frequentar a noite, sofrendo de várias mazelas", disse ontem Vítor Carreto ao CM. Tudo começou com a condenação em 2011 de dois clientes do advogado, entretanto absolvidos na Relação. Tinham um bar de alterne e foram-lhes apreendidos 101 preservativos. O juiz tentou devolvê-los no ano passado e Vítor Carreto explicou, na carta, que os clientes não precisam deles, pois "já não frequentam a noite" e, com a depressão do julgamento, "perderam as faculdades motoras dos órgãos sexuais" e ficaram com medo "de espaços reservados de boîtes refinadas".
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