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Correio da Manhã

Portugal
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Bastonário dos Médicos diz que situação em maternidades "ultrapassa o aceitável"

Governo demora até um ano a aceitar contratações. Só em cinco hospitais faltam 241 médicos.
22 de Junho de 2019 às 14:51
Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos
Miguel Guimarães
Médicos
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Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos
Miguel Guimarães
Médicos
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Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos
Miguel Guimarães
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As urgências de obstetrícia de quatro dos maiores hospitais de Lisboa vão estar encerradas durante o verão, fechando rotativamente uma de cada vez, devido à falta de especialistas. Mas o problema começa com a contratação de médicos especialistas, cuja autorização por parte do Governo chega a demorar um ano, de acordo com a imprensa nacional deste sábado.

Há nove meses que o hospital de Santa Maria, em Lisboa, espera pela autorização da tutela para contratar sem termo um médico obstetra, cujo contrato à tarefa terminou em janeiro. Enquanto a luz verde não chega, os salários são pagos pela administração.

As respostas do Governo demoram um ano ou até mais, em situações de contratações diretas ou de alterações nos vínculos contratuais que já prestam serviço nas unidades de saúde.

Só nos quatro centros hospitalares de Lisboa Norte, Lisboa Central, Lisboa Ocidental e Algarve e no hospital de Beja faltam pelo menos 241 médicos especialistas. Confrontados com a demora na resolução do vínculo profissional, os médicos acabam por ir para o privado ou mesmo para outro país.

Confrontado, o Ministério da Saúde garante que responde aos pedidos de recursos humanos com "a máxima celeridade" entuou-se mais com a passagem das 40 para as 35 horas semanais a partir de 1 de julho.

A norte, 13 diretores do serviço de ginecologia/obstetrícia denunciarão numa carta enviada à ministra da Saúde que "não será possível garantir as urgências nos meses de julho, agosto e setembro", devido à falta de médicos. A missiva também será dirigida à Administração Regional de Saúde do Norte e pede a contratação urgente de novos profissionais.

Será subscrita pelos diretores dos serviços de Braga, Bragança, Famalicão, Guimarães, Paredes, Porto, Santa Maria da Feira, Viana do Castelo e Vila Real.

A 2 e 3 de julho, foi convocada uma greve dos médicos a nível nacional. 

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