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Azeredo Lopes volta atrás no discurso e admite encontro com diretor da PJ Militar no caso de Tancos

Antigo ministro da Defesa começou as alegações a dizer que nunca tinha estado com Luís Vieira.

17 de novembro de 2020 às 14:47

O antigo ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, compareceu esta terça-feira no tribunal de Santarém para mais uma sessão do julgamento referente ao processo d

.Azeredo Lopes começou por dizer que nunca se encontrou com o diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM), acrescentando que nem sequer tinha o número de telefone do coronel. "Nunca tive o telefone do coronel Luís Vieira", reiterou o antigo ministro.

Azeredo confirmou ainda que Luís Vieira se mostrou desagrado com decisão da então PGR, que passou a investigação do assalto aos paióis para as mãos da PJ civil. O ex-ministro da defesa garantiu no entanto que Luís Vieira não lhe pediu para o ajudar a reverter esta situação.

No entanto, pouco tempo depois Azeredo acabou por admitir um encontro com Luís Vieira a 03 de julho de 2017 - na véspera da visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Tancos.

O antigo ministro disse que o encontro não foi em casa, mas sim nas imediações e que terá durado cerca de 15 min. Segundo Azeredo, aconteceu na sequência de um telefonema do coronel Luís Vieira.

Ex-governante disse ainda que não foi um encontro secreto. O seu chefe de gabinete e o motorista também se encontravam la. Terá sido nesse dia que o coronel Luís Vieira lhe deu conta do telefonema de Joana Marques Vidal.

Azeredo Lopes diz que "a ideia de um ministro humilhado ou ofendido pela existência de um furto. Tenho dificuldade em responder a esse tipo de acusação que serve um único propósito". "Em nenhum momento, a não ser a 18 de outubro, percebi que algo estivesse a correr menos bem", admitiu o antigo ministro.

Ex-ministro da Defesa reitera que não deu concordância a nenhuma investigação paralela da PJM para recuperar as armas.

"Faz muitas perguntas, mas tem que responder às perguntas do tribunal", adverte o juiz Nelson Barra, que já tinha pedido para o ex-governante não divagar. "A pergunta é retórica", responde Azeredo Lopes.

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