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Centenas de coberturas provisórias em Ansião voaram esta noite

Município de Ansião registava na segunda-feira "mais de uma centena de pessoas realojadas".

05 de fevereiro de 2026 às 11:20

Mais de uma centena de coberturas provisórias nas habitações do concelho de Ansião voaram esta noite com o mau tempo provocado pela depressão Leonardo, disse esta quinta-feira à agência Lusa o presidente do Município, Jorge Cancelinha.

"Esta noite, com 'o Leonardo', voaram centenas de coberturas de estruturas, principalmente das habitações. Tudo o que estava coberto provisoriamente com lonas, voou", adiantou Jorge Cancelinha.

O presidente da Câmara Municipal de Ansião, no distrito de Leiria, disse que "ainda assim, não há feridos nem desalojados a registar", uma vez que "as pessoas acabam por se resguardar em lugares mais seguros".

O Município de Ansião registava na segunda-feira "mais de uma centena de pessoas realojadas, fora as que não nos foram comunicadas, porque estão com familiares e amigos ou vizinhos", disse.

Também há cidadãos realojados Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e no quartel dos Bombeiros Voluntários de Ansião, "nomeadamente pessoas que necessitam de aparelhos eletrónicos" para dormir, como oxigénio.

No que toca à reposição de energia elétrica, o presidente disse que "há uma evolução favorável, já que ontem [quarta-feira] de manhã, havia 35% do concelho sem eletricidade, à tarde estava 24% e agora é 19%" do território.

"Estamos a evoluir, mas ainda não estamos bem. Só descansarei quando estiver tudo reposto", realçou.

As comunicações "continuam muito instáveis e com constantes cortes", indicou o presidente que tem o concelho com antenas provisórias colocadas pelas operadoras de comunicação para "remediar a queda" da torre existente na serra a Ameixieira.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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