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Correio da Manhã

Portugal
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CGTP acusa Governo de estar contra estivadores de Setúbal em greve

Os trabalhadores eventuais do Porto de Setúbal estão em greve desde dia 5 para exigir um contrato coletivo de trabalho.
Lusa 23 de Novembro de 2018 às 17:21
Estivadores em protesto
Unidade Especial da PSP tirou estivadores ‘em peso’ do bloqueio
Estivadores em protesto
Estivadores em protesto perante aparato policial no porto de Setúbal
Estivadores em protesto
Estivadores em protesto
Unidade Especial da PSP tirou estivadores ‘em peso’ do bloqueio
Estivadores em protesto
Estivadores em protesto perante aparato policial no porto de Setúbal
Estivadores em protesto
Estivadores em protesto
Unidade Especial da PSP tirou estivadores ‘em peso’ do bloqueio
Estivadores em protesto
Estivadores em protesto perante aparato policial no porto de Setúbal
Estivadores em protesto
A CGTP-IN acusou esta quinta-feira o Governo de assumir uma posição contra os estivadores do Porto de Setúbal e de se submeter aos interesses das multinacionais, em vez de fazer cumprir a legislação laboral em vigor.

"É inadmissível que o Governo, ao invés de obrigar a empresa a passar ao quadro de efetivos a generalidade dos estivadores que todos os dias são, simultaneamente, contratados e despedidos, opte por enviar forças de segurança para dar cobertura à ilegalidade e à prepotência patronal", afirmou a central sindical numa nota de imprensa.

A Intersindical emitiu o comunicado para saudar a luta dos estivadores do Porto de Setúbal "contra a desregulamentação das relações laborais, pelo direito à estabilidade e segurança no emprego".

Os trabalhadores eventuais do Porto de Setúbal estão em greve desde dia 05 para exigir um contrato coletivo de trabalho.

Na quinta-feira impediram a entrada de um autocarro que transportava trabalhadores para os substituir no carregamento de um navio com viaturas da fábrica da Autoeuropa, mas acabaram por ser retirados do local por elementos na Unidade Especial de Polícia e da brigada de intervenção rápida da PSP.

A CGTP considerou, a propósito, que "o Governo tem dois pesos e duas medidas: de costas voltadas para os trabalhadores e de submissão perante os interesses das multinacionais".

"O prolongamento desta luta só ocorre por responsabilidade do Governo. Tivesse exigido da empresa o cumprimento das obrigações que tem com os estivadores e, naturalmente, o conflito teria sido ultrapassado", defendeu.

Para sanar o conflito, a central sindical exigiu que o Governo adote "medidas imediatas que obriguem a empresa a contratar os estivadores para o quadro de efetivos e iniciar a negociação para uma convenção coletiva que regule as condições de trabalho e valorize os trabalhadores".
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