Mantém-se uma frente ativa em zona de declive acentuado e de falta de acessos.
O combate ao incêndio que lavra na serra do Alvão, em Vila Real, evoluiu favoravelmente, mantendo-se esta terça-feira uma frente ativa em zona de declive acentuado e de falta de acessos, pelo que se espera pelo reforço de meios aéreos.
A informação foi avançada pelo segundo comandante sub-regional do Douro, José Requeijo, que pelas 08:00 disse que o combate ao fogo "evolui favoravelmente", depois de na segunda-feira à tarde ter sofrido uma forte reativação.
Este é já o 11.º dia deste incêndio rural com início em Sirarelhos, para o qual foi dado alerta às 23:45 do dia 02 de agosto. O fogo já esteve em conclusão e, desde sábado, sofreu duas reativações. Hoje, está no alto da serra do Alvão.
"Temos aqui a dificuldade de estarmos a fazer combate num terreno de serra, altitude, com difíceis acessos e declives acentuados, e, portanto, os meios aéreos aqui poderão ser uma ajuda favorável", salientou José Requeijo, que adiantou terem sido pedidos helicópteros e aviões para esta ocorrência. Segundo o responsável, o arrefecimento "que vem das descargas dos meios aéreos permite que os meios de combate possam fazer uma progressão mais rápida".
"Temos tido um cenário mais favorável. Ontem [segunda-feira] a reativação ao final da tarde trouxe-nos alguma preocupação porque foi uma reativação com muita intensidade, com muita velocidade de propagação, levou a linha de fogo para as aldeias de Cravelas, Outeiro e Testeira.
A nossa preocupação foi essa, de defesa das populações, felizmente sem qualquer dano nem nos habitantes, nem nas estruturas habitacionais. Tivemos essa capacidade de proteção", salientou o comandante. Sobrou a atual "frente de trabalho, de combate, em zona de floresta", mas a operação, reforçou, "tem corrido favoravelmente".
"Tivemos toda a noite com meios de combate a fazer estratégia para o dominar, neste momento estão a correr trabalhos favoráveis, as equipas estão colocadas, estão no terreno, esperemos que o cenário venha a ser favorável para o combate", salientou.
Questionado sobre as queixas do presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, que pediu mais meios para combater o fogo, a consumir o concelho em "lume brando", José Requeijo disse entender o sentimento do autarca.
"É natural, está a ver o seu território a ser consumido e ninguém fica tranquilo e sossegado com uma situação dessas.
O facto é que temos realmente já muitos dias desta ocorrência, mas também estamos a viver um período e um estado metrológico em termos de temperatura, clima, todas estas condições que se juntaram, que é receita ideal para que haja esta situação e, portanto, o combate tem sido eficaz, os meios estão disponíveis, temos tido essa capacidade", referiu.
Segundo a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), esta manhã estavam mobilizados para esta ocorrência 304 operacionais, 103 viaturas e um meio aéreo.
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