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Condutor fica livre após pagar 10 mil €

Jovem conduzia a carrinha que se despistou em Moulins.

09 de julho de 2016 às 01:45

Ricardo Pinheiro, o jovem de 19 anos que conduzia a carrinha que se despistou a 24 de março em Moulins, França, após uma ultrapassagem a um camião, matando 12 portugueses, depositou uma caução de 10 mil euros à ordem do tribunal daquela cidade, conseguindo desta forma a libertação. Arménio Pinto, tio do jovem e dono da carrinha sinistrada, ainda se mantém preso.

A decisão judicial, tomada pelo tribunal de recursos da cidade de Riom, surge em sequência da contestação à prisão preventiva, decretada no início de abril, apresentada pelos dois advogados (um francês e outro português) que defendem Ricardo Pinheiro. Os juristas deram provas de que o jovem de 19 anos teria uma residência fixa em liberdade, bem como um contrato de trabalho.

Apesar do recurso apresentado pelo Ministério Público, a decisão favorável do juiz do tribunal de recursos surgiu na quinta-feira. Ao que o CM apurou, a saída de Ricardo Pinheiro da cadeia de Moulins está dependente apenas de questões logísticas, nomeadamente transporte para que o jovem chegue até à zona de Paris. É na área metropolitana da capital francesa que ficará a residir, em casa de um primo. Está proibido de sair de França e de contactar com pessoas ligadas ao processo. Aguarda que a acusação seja deduzida, estando para já indiciado de 12 homicídios involuntários.

O CM falou com o familiar que irá albergar Ricardo Pinheiro. Dono de uma empresa de construção, é casado com uma francesa e tem um filho. Ontem, dizia desconhecer a ordem de libertação do jovem.

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