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Crime de roubo de dados online cresce em Portugal: um em cada quatro portugueses já foi vítima de 'phishing'

‘Phishing’, técnica fraudulenta que leva os utilizadores a visitarem determinados sites e a divulgarem os seus dados, já é responsável por um em cada quatro ataques.

09 de janeiro de 2026 às 01:30

Já alguma vez foi levado a abrir um email, clicar num link, descarregar um ficheiro ou instalar uma app a solicitar a confirmação urgente dos seus dados para o levantamento de uma encomenda ou de um pagamento bancário, por exemplo? Então provavelmente já foi vítima de phishing, um crime cibernético que mais não é do que um técnica fraudulenta online que leva os usuários a visitarem determinados sites ou simplesmente a divulgarem as suas credenciais e os seus dados. Esta técnica pode chegar por email, SMS ou rede social, disfarçada de uma mensagem bancária, de um serviços de entregas, de uma plataforma digital ou mesmo de uma entidades publica como a Autoridade Tributária.   

Ora, o Phishing - 'pesca' ou 'caça' ilegal ao utilizador - está a crescer em Portugal e, em 2025, já foi mesmo responsável por um em cada quatro ataques online. Segundo a companhia de segurança da informação ESET a ameaça mais frequente em Portugal é a que surge identificada como HTML/Phishing.Agent, um ataque que corresponde, na prática, a páginas falsas criadas para iludir as pessoas e levá-las a acreditar que estão a aceder a serviços legítimos. Muitos dos ataques começam com anexos que imitam situações comuns, entre faturas, comprovativos, notificações de entrega ou documentos de trabalho, que, ao serem abertos, executam código malicioso ou conduzem a páginas falsas criadas para roubar dados.

A ESET avança que os cibercriminosos estão a explorar marcas e serviços conhecidos dos portugueses, recorrendo a páginas que são praticamente indistinguíveis das originais e servindo-se de linguagem urgente para levar as vítimas a partilharem as suas credenciais e os seus dados.

No caso do email, por exemplo, as ameaças chegam sob a forma de documentos, scripts e anexos suspeitos. Os scripts lideram com 44,0%, seguidos de ficheiros executáveis (19,0%), PDF (12,0%), ficheiros batch (10,5%) e ficheiros comprimidos (9,5%).

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