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Crimes violentos e graves diminuíram 2,6% entre janeiro e novembro de 2025

No que toca à criminalidade geral, dados apontam que aumentou 2,1% e ministra da Administração Interna manifesta preocupação com as cidades.

22 de janeiro de 2026 às 17:30

Os crimes violentos e graves diminuíram 2,6% entre janeiro e novembro de 2025 face ao mesmo período de 2024, enquanto a criminalidade geral aumentou 2,1%, revelou esta quinta-feira a ministra da Administração Interna, manifestando preocupação com as cidades.

"De acordo com os dados que dispomos, entre janeiro e novembro de 2025 a criminalidade geral terá aumentado 2,1% face ao ano anterior, tendo a criminalidade violenta e grave diminuído 2,6%. No entanto, estes dados não escondem dois motivos de preocupação que devemos ter em conta", disse Maria Lúcia Amaral num debate setorial no plenário da Assembleia da República com a ministra da Administração Interna.

Segundo, são motivos de preocupação a criminalidade violenta e grave que, embora não aumente, tem "uma tal ressonância na consciência coletiva que devem só por si merecer atenção" e "os dados relativos às grandes metrópoles".

Maria Lúcia Amaral disse que estes números vão ser apresentados no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025, mas já são suficientes para se concluir que deve ser promovida "no local próprio de reflexão sobre o conceito estratégico de segurança interna e deve também pensar-se sobre o que queremos para o conceito estratégico de segurança urbana".

O secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, explicou que o aumento da criminalidade geral está relacionado com maior proatividade policial e de operações policiais, nomeadamente de trânsito.

Na sua intervenção inicial, a ministra avançou aos deputados que esta quinta-feira foi aprovado em Conselho de Ministros uma despesa de seis milhões de euros para a comprar de 'bodycams' para os polícias da PSP e militares GNR, num total de 8.000 equipamentos.

Maria Lúcia Amaral afirmou que as 'bodycams' são uma "reivindicação antiga das forças de segurança" e lembrou que se tratou "de um processo complexo". O secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, explicou que o concurso público internacional vai ser agora lançado e que pode demorar seis meses, estimando-se por isso que as 'bodycams' sejam entregues este ano. 

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