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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Defesa da MAN critica acusação no caso TUB

MP quer que tribunal mantenha acusação por corrupção ativa à empresa de transportes e a Patrick Goetz.

09 de maio de 2017 às 08:34

O Ministério Público do Tribunal de Braga pediu ontem que a juíza de instrução mantenha a acusação por corrupção ativa e corrupção ativa em comércio internacional para a empresa MAN Portugal e para o seu diretor financeiro Patrick Goetz.

Em causa, o alegado pagamento de luvas a três gestores dos Transportes Urbanos de Braga num negócio de compra de autocarros.

A procuradora defendeu, durante o debate instrutório, que Luís Vale, administrador dos TUB, não deve ser pronunciado pelo crime de administração danosa. Isto depois de o Tribunal da Relação ter considerado que o crime já prescreveu.

Três dos seis arguidos do processo, que senta no banco dos réus Vítor Sousa, ex-vice-presidente da Câmara de Braga e braço direito de Mesquita Machado, pediram abertura de instrução. Ontem, nas alegações finais, a defesa da MAN contestou a acusação.

"Não há um único facto nesta acusação que possa ser imputado ao arguido, mas o Ministério Público preferiu acusar uma grande empresa do que acusar o autor confesso de um crime", atirou o advogado da MAN, referindo-se à não pronúncia de Abílio da Costa, administrador da MAN Braga, empresa que estabelecia contacto direto com os decisores dos TUB.

A decisão é proferida no dia 31 de maio. Vítor Sousa e Cândida Serapicos, ambos administradores dos TUB, ligados ao PS, estão acusados dos crimes de corrupção passiva e administração danosa.

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