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Correio da Manhã

Portugal
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Onze feridos em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira

Vítimas terão sido atingidas por pedras. Iniciaram o percurso nas Queimadas.
João Fernandes e Lusa 30 de Outubro de 2019 às 14:25
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
A derrocada ocorrida esta quarta-feira à tarde no Caldeirão Verde, concelho de Santana, no norte da Madeira, provocou 11 feridos, dois dos quais com gravidade, segundo um balanço final da Proteção Civil.

De acordo com o presidente do Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira, José Dias, seis vítimas são francesas, duas portuguesas, duas alemãs e uma brasileira.

Em conferência de imprensa no Funchal, o responsável adiantou que as duas vítimas graves, uma portuguesa e outra francesa, foram encaminhadas para o Hospital do Funchal e as restantes para o Centro de Saúde de Santana.

O balanço anterior, realizado por fonte do Governo Regional da Madeira, apontava para, pelo menos, seis feridos.

O acidente ocorreu às 13h57, tendo a operação de salvamento envolvido 19 viaturas, um helicóptero e 70 operacionais de várias corporações de bombeiros e forças de segurança.

"Não tivemos nenhuma morte, nem ninguém soterrado", disse, por seu lado, o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, que indicou que as duas pessoas transportadas para o Hospital do Funchal encontram-se em estado de "gravidade elevada".

O secretário regional adiantou que a doente com uma lesão mais grave, nomeadamente a amputação de um membro superior, foi encaminhada para o Bloco Operatório do Hospital do Funchal e que a outra vítima atingida também com gravidade, designadamente um traumatismo crânio encefálico seguiu para a Unidade de Cuidados Intensivos.

Realçou ainda o acompanhamento de cuidados psicológicos e apoio na tradução aos familiares das vítimas.

O secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, salientou, por seu lado, que a orografia da Madeira predispõe-se a acidentes desta natureza.

"Qualquer atividade ao ar livre incorpora um risco, aquele trilho é recomendado e foi intervencionado já este ano, teve varandins novos, pisos melhorados, este tipo de circunstâncias é imprevisível e nada tem a ver com aquilo que, nós, o homem, pode dominar sobre a situação", observou.

A derrocada ocorreu cerca das 14h00 junto à lagoa do Caldeirão Verde, por onde passa uma levada que tem uma extensão de 6,5 quilómetros e um tempo médio de percurso de cinco horas e meia, sendo muito procurada por turistas.

A queda de pedras atingiu os caminhantes num momento em que estavam a descansar.

A levada do Caldeirão tem início e fim no Parque Florestal das Queimadas e oferece ao caminhante vistas da orografia do interior da ilha, a uma altitude de 990 metros.

O trilho será encerrado para avaliação.
Caldeirão Verde Madeira Santana acidentes e desastres
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