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Levantamentos de dinheiro tramam raptor de gestor de restaurante de luxo desaparecido no Algarve

Suspeito de raptar empresário conhecia as rotinas de Ricardo Claro, que está desaparecido há uma semana. Confessa roubo e acusa dois cúmplices que fugiram para o Brasil.

21 de março de 2026 às 01:30

Confessou e mostrou-se arrependido. Diz que não matou e que nunca teve intenção de o fazer. Acusou os comparsas - dois homens brasileiros - de terem perdido o controlo. Só queria roubar Ricardo Claro, o empresário de 50 anos, diretor comercial do restaurante Well, em Vale do Lobo, no Algarve, que está desaparecido desde sexta-feira da semana passada e com quem trabalhou e manteve uma relação próxima - ao ponto de conhecer muito bem as suas rotinas.

Traído pela prova abundante que a Polícia Judiciária (PJ) já recolheu, o homem, de 39 anos, não o podia negar. É o único que está detido por envolvimento no rapto do empresário e aceitou colaborar. O interrogatório, que começou esta sexta-feira no Tribunal de Instrução Criminal de Faro, acabou por ser suspenso depois de o suspeito ser confrontado com imagens dos levantamentos de multibanco. Há também prova de que foi roubado o cofre do restaurante de luxo onde estava guardado muito dinheiro. Ricardo Claro poderá ter sido obrigado a acompanhar o trio para conseguirem chegar aos valores.

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Suspeito não revela paradeiro de gestor de restaurante de luxo desaparecido no Algarve

No tribunal, o suspeito aceitou colaborar. Os próximos dias podem ser determinantes: para acompanhar a PJ até à descoberta de Ricardo Claro. Vivo ou morto, os investigadores não sabem o que vão encontrar.

Para já, parece ser certo que os comparsas fugiram. Os brasileiros deixaram o nosso país e rumaram para Madrid, onde apanharam o avião até ao país natal. Aí não poderão ser extraditados - só julgados no Brasil, caso Portugal peça o julgamento naquele país.

Amigos usam drones e fazem buscas em terrenos 

São muitas as buscas feitas por amigos e vizinhos que tentam ajudar a procurar Ricardo Claro. Procuraram terrenos remexidos, algum sinal de passagem de veículos em zonas de mato e floresta. Usando drones para mapear os terrenos e entrando em casas abandonadas junto às salinas de Olhão, muitos fizeram buscas nos últimos dias. As mesmas pararam esta sexta-feira à tarde devido à chuva, mas devem ser este sábado retomadas.

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Amigos e familiares procuram gestor de restaurante de luxo desaparecido no Algarve

Carro encontrado em Olhão, mas sem pistas

O carro de Ricardo Claro foi encontrado na quarta-feira estacionado junto a um café, em Olhão, e na zona já foram feitas buscas. O objetivo foi procurar pistas, perceber se nas proximidades havia sinal do empresário. Não havia. A Polícia Judiciária continua no terreno.

Interrogatório suspenso

Foi no Tribunal de Faro que o suspeito começo, esta sexta-feira, a ser ouvido. O homem, que está indiciado por rapto e roubo, aceitou falar. Ao fim de poucas horas, o interrogatório foi suspenso e ele regressou à cadeia. Sabe que segunda-feira voltará para conhecer as medidas de coação.

PJ de Faro investiga

A PJ de Faro assumiu a investigação mal se percebeu que havia sinais de roubo. Além do dinheiro levantado da conta também o dinheiro do cofre desapareceu.

Lixo, casacos e chaves

No local onde o carro estava estacionado, em Olhão, foram encontrados dois casacos, um molho de chaves e fita adesiva dentro de um caixote de lixo. A chave do carro foi encontrada na mesma rua por crianças.

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