Vão estar ao dispor nos próximos três meses, entre permanentes e mobilizáveis, 15.149 operacionais de 2.596 equipas e 3.463 viaturas, um ligeiro aumento em relação a 2025.
O dispositivo de combate a incêndios rurais é esta quarta-feira reforçado para entrar na sua capacidade máxima, numa altura em que a área ardida e o número de fogos duplicaram em relação ao mesmo período de 2025.
A Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano, indica que os meios são reforçados esta quarta-feira pela terceira vez este ano com a entrada em vigor do denominado 'reforçado - nível Delta', que se prolonga até 30 de setembro.
O DECIR prevê para esta altura do ano 81 meios aéreos, três dos quais os helicópteros da AFOCELCA (empresa de proteção florestal vocacionada para o combate a incêndios rurais). Pela primeira vez este ano vão estar ao serviço os dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea.
Segundo o DECIR, vão estar ao dispor nos próximos três meses, entre permanentes e mobilizáveis, 15.149 operacionais de 2.596 equipas e 3.463 viaturas, um ligeiro aumento em relação a 2025.
Os mais de 15.000 operacionais envolvidos no DECIR são elementos pertencentes aos bombeiros voluntários, Força Especial de Proteção Civil, militares da Guarda Nacional Republicana e elementos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, nomeadamente sapadores florestais e sapadores bombeiros florestais.
Uma das novidades introduzidas este ano no DECIR, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), é a utilização do retardante (substância química usada para reduzir, atrasar ou impedir a propagação do incêndio e consequentemente auxilia no controlo e extinção do fogo) por um maior número de meios aéreos.
De acordo com a ANEPC, em 2025 existia apenas um Centro de Meios Aéreos a utilizar retardante nas aeronaves, passando este ano a estar disponível em cinco.
O ministro da Administração Interna já reconheceu várias vezes que este ano vai ser "muito duro" em relação ao risco de incêndios florestais, antecipando um verão "muito complicado".
Os meios de combate a incêndios foram reforçados na região de Leiria que foi afetada pela depressão Kristin no início do ano e onde caíram milhares de árvores, apesar de ter sido criado nesta zona o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) para remoção do material combustível, limpeza de áreas críticas, reabertura de caminhos e melhoria de acessos.
Dados provisórios Dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) dão conta que este ano ocorreram 7.173 incêndios que provocaram 14.173 hectares de área ardida, tendo a maioria dos fogos e da área ardida acontecido na região Norte, 2.131 e 9.643 hectares respetivamente.
Em relação ao mesmo período de 2025 o número de incêndios rurais e de área ardida duplicaram, segundo o SGIFR. Este ano a área ardida é a maior desde 2017, enquanto os incêndios registam o maior número desde 2022.
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