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Correio da Manhã

Portugal
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Dois militares da GNR julgados por tráfico de droga em Vila Real

Investigação a este caso de tráfico de droga começou em 2017.
Lusa 11 de Janeiro de 2019 às 11:08
GNR
Guarda Nacional Republicana (GNR)
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O Tribunal de Vila Real começa a julgar na segunda-feira quatro arguidos, entre os quais se encontram dois militares da GNR, que estão acusados do crime de tráfico de estupefacientes.

Os arguidos, com idades compreendidas entre os 25 e os 36 anos, estão acusados pelo Ministério Público (MP) da autoria material do crime de tráfico de estupefacientes entre, pelo menos, julho de 2017 e abril de 2018, mês em que foram detidos após uma investigação desenvolvida pelo Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento de Vila Real da GNR.

Os dois militares, que aquando da detenção prestavam serviço no Peso da Régua, têm 27 e 35 anos, estando um deles em prisão preventiva e outro sujeito à medida de coação de apresentações periódicas.

Segundo o MP, um dos outros arguidos, de 36 anos e que também se encontra em prisão preventiva, dedicava-se de modo reiterado à venda de produtos estupefacientes diversos, como cocaína, canábis, erva e drogas sintéticas, tendo um vasto leque de clientes, residentes em Aveiro, Porto, São João da Pesqueira, Lamego, Vila Real e Sabrosa.

Aquele suspeito, segundo o MP, tanto vendia a droga diretamente ao consumidor como vendia a indivíduos que procediam também eles à venda, como o militar da GNR em prisão preventiva.

Este guarda, de acordo com a acusação, apesar das funções que desempenhava, "não se inibiu de se dedicar à venda a terceiros de droga, nomeadamente cocaína, haxixe, drogas sintéticas e canábis, isto pelo menos durante o período entre julho de 2017 e a data da detenção".

Os dois militares envolvidos neste processo mantiveram contactos, de acordo com o MP, nomeadamente num negócio que envolveu a compra de sementes de canábis em Espanha e artigos para uma estufa para o cultivo dessas plantas.

O guarda que está em prisão preventiva já foi alvo de um processo de dispensa de serviço, devido a um mau comportamento reiterado, que está para decisão do Ministério da Administração Interna.

A investigação a este caso de tráfico de droga começou em 2017 e foi delegada pelo Ministério Público à própria GNR.

No âmbito da operação, que culminou com as quatro detenções, foi apreendida droga, entre folhas de canábis, cocaína, haxixe, metanfetaminas, cogumelos alucinogénios e selos de LSD.
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